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18/08/2016



Na UFRN, PPGQ aumenta qualidade das publicações e internacionalização


Coordenação do Programa espera subir para conceito 5 da CAPES na próxima avaliação

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o esforço dos docentes do Programa de Pós-Graduação em Química é para aumentar a qualidade do Programa, criado em 1990 (com mestrado, e com doutorado a partir de 2002), que tem conceito 4 da Capes. O Rio Grande do Norte é o estado que mais produz petróleo por terra, e isso se reflete na vocação do Departamento de Química – e consequentemente no PPGQ.

"A infraestrutura aqui é muito boa, temos laboratórios bem equipados, prédios novos, muito disso se deve a programas como o REUNI (o Programa duplicou o número de docentes) e projetos de pesquisa financiados por diferentes orgãos em que se destaca a Petrobras", conta a professora Sibele Pergher, coordenadora do Programa, que conta atualmente com 131 alunos, mais 27 que entram neste semestre – o processo de seleção ocorreu no final do mês passado.

"Temos feito um grande esforço para aumentar a qualidade do programa, com a qualidade dos trabalhos publicados e da formação de recursos humanos, conseguimos melhorar muito e estamos muito esperançosos de aumentar o nosso conceito nessa próxima avaliação", revela a professora Sibele. "Temos várias parcerias internacionais e notamos que a qualidade dos trabalhos bem como a formação dos alunos melhoram grandemente com trabalhos realizados com grupos no exterior, seja por co-tutelas, doutorado sanduíches, PVE etc."Somente do seu grupo de pesquisa, ligado a catálise, 12 alunos estão fazendo ou já fizeram doutorado sanduíche e quatro fazem atualmente doutorado integral fora do País.

Professores Sibele Pergher, Carlos Martínez e Tiago Braga: esforço do PPGQ-UFRN para aumentar qualidade das publicações já colhe resultados, com aumento da presença em periódicos A1 e A2.

Como parte da busca pelo aumento de qualidade, o PPGQ-UFRN realiza anualmente uma avaliação do corpo docente. "Os professores que não conseguem atingir a meta são aos poucos descredenciados", explica Sibele. "Inicialmente eles não podem orientar mais alunos e têm um período para se recuperar. Posteriormente ou voltam a poder orientar alunos ou são descredenciados. A meta é que para cada aluno de mestrado eles tenham um artigo publicado e para cada aluno de doutorado dois artigos, além do prazo regular de titulação." Uma conquista dos últimos anos foi o aumento de publicações em periódicos classificados como A1 e A2. "Isso se deve a uma forte ação que estamos fazendo para incluir professores novos no programa e incentivar os alunos a produzirem", conta a coordenadora.

As linhas de pesquisa conduzidas atualmente são: Química inorgânica e catálise; Eletroquímica e corrosão; Química orgânica e produtos naturais; Petróleo, petroquímica e biocombustível; Métodos analíticos fundamentais e aplicados; Polímeros e colóides; Físico-química e química teórica; Ciência e tecnologia de tensoativos; e Tecnologia ambiental.

Segundo Sibele, o corte de recursos e a crise econômica que teve efeitos no país, têm atrapalhado os planos. "Nossos recursos caíram uns 75%. Isso dificulta muito a compra de reagentes, o auxílio aos alunos, as bancas e tudo o mais", indica a coordenadora.

O Prof. Carlos Martínez Huitle chegou ao PPGQ da UFRN em 2008 e hoje orienta oito alunos de doutorado e sete de mestrado, em Analítica e Físico-Química. Ele trouxe na bagagem a experiência de ter estudado e lecionado em diferentes regiões. Entre 2005 e 2008 lecionou na Universidade de Milão. Em sua opinião, o estudante brasileiro é mais dependente do professor do que o italiano. "Lá as aulas são em módulos intensivos de dois a três meses por disciplina. Aí o aluno é liberado e tem de seis a oito meses para se apresentar para a prova. Isso o torna mais autoditada", explica o professor. "Por outro lado, os alunos Brasileiros se interessam mais por ter uma boa formação acadêmica e de pesquisa", comenta o professor.

Todo ano o PPGQ da UFRN realiza um simpósio como forma de iniciar – ou possibilitar a prática – dos alunos em eventos científicos. Martinez explica que os alunos próximos de defender suas teses ou dissertações fazem apresentações orais. Os demais apresentam em banners. "Esse formato nos ajuda a detectar uma série de pontos em benefício dos alunos, por exemplo se o trabalho requer algum ajuste ou correção", observa. A professora Sibele ressalta o caráter de participação obrigatória no Simpósio e a avaliação e arguição por parte de uma banca. "Nesse simpósio além da parte técnica também temos uma parte de socialização que achamos fundamental para um bom andamento dos trabalhos", conta a coordenadora do Programa.

O professor Tiago Braga é recém-chegado à UFRN. Começou a co-orientar em 2015 e neste ano tornou-se orientador efetivo. Leciona a disciplina de Fundamentos de Adsorção e Catálise, e participa das pesquisas no Laboratório de Peneiras Moleculares. "Atualmente oriento um aluno de mestrado e dois de doutorado. E fico feliz em dizer que são muito motivados e trabalham bastante", afirma Braga. "Meu objetivo é desenvolver pesquisa e me estabelecer como professor. Penso que como consequência virão boas publicações e patentes", reflete.

O PPGQ-UFRN formou até hoje 340 mestres e 123 doutores. Na avaliação da coordenadora, a maior parte dos egressos está no setor de educação ou de petróleo.

Artigos relevantes

“Single and Coupled Electrochemical Processes and Reactors for the Abatement of Organic Water Pollutants: A Critical Review”, C.A. Martínez-Huitle, I. Sirés, O. Scialdone, Chemical Reviews 2015, 115, 13362-13407.

“Cobalt-catalyzed Fischer-Tropsch synthesis: Chemical nature of the oxide support as a performance descriptor”, G. Prieto, M.I.S. De Mello, P. Concepción, R. Murciano, S.B.C. Pergher, A. Martĺnez, ACS Catalysis 2015, 5, 3323-3335.

“Synthesisof Cu-MxOy/Al2O3 (M = Fe, Zn, W or Sb) catalysts for the conversion of glycerol to acetol: Effect of texture and acidity of the supports”, T.P. Braga, N. Essayem, A. Valentini, RSC Advances2015, 5, 93394-93402.

“Biodiesel obtained by ethylic transesterification using CuO, ZnO and CeO2 supported on bentonite”, A.F.F. Farias, K.F. Moura, J.K.D. Souza, R.O. Lima, J.D.S.S Nascimento, A.A. Cutrim, E. Longo, A.S. Araujo, J.R. Carvalho-Filho, A.G. Souza, I.M.G. Santos, Fuel2015, 160, 357-365.

“Insertion of A Xylanase In Xylose Binding Protein Results In A Xylose-Stimulated Xylanase”, L.F. Ribeiro, N. Nicholes, J. Tullman, L.F.C. Ribeiro, C.A. Fuzo, G.P. Furtado, D.S. Vieira, M. Ostermeier, R.J. Ward, Biotechnology For Biofuels2015, 8, 1-15.

“Ftir Microspectroscopy Coupled With Variable Selection Methods For The Identification Of Flunitrazepam In Necrophagous Flies”, T.C. Baia, L.A.L. Soares, R.A. Gama, K.M.G De Lima, AnalyticalMethods2016, 8, 968-972.


Página do PPGQ-UFRN:
https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/programa/portal.jsf?lc=pt_BR&id=85


Texto: Mario Henrique Viana (assessor de imprensa da SBQ)








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