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01/12/2016



Quase meio século de pesquisa


PPGQ da UFBA foi criado antes do primeiro transplante de coração da América Latina, e vem testemunhando a evolução da ciência

Quando o Programa de Pós-Graduação em Química da UFBA foi criado, o PIB brasileiro era de 33 bilhões de dólares, nossa expectativa de vida não chegava a 59 anos e os 90 milhões de brasileiros tinham apenas dois títulos mundiais de futebol. Muita coisa mudou desde 1968, ano em que o PPGC surgiu como curso de mestrado. Naquele mesmo ano o cirurgião Euryclides de Jesus Zerbini realizava com sucesso o primeiro transplante de coração da América Latina – um sinal auspicioso para qualquer cientista.

Professor Rennan (4º a partir da esquerda) com seus alunos, durante o ENQA 2016

Desde então o PPGQ-UFBA chegou ao conceito 5 da CAPES, e titulou 466 mestres e 248 doutores. Um deles foi Rennan Geovanny Oliveira Araujo que, depois de um breve período lecionando na UFS (Sergipe), acaba de voltar à UFBA para criar o Grupo de Pesquisa para Estudos em Química Analítica e Ambiental. "Estou vivendo o sonho de todo egresso, que é voltar a trabalhar, lecionar e pesquisar em nossa 'casa'', conta o Professor Rennan.

Ele conta com um grupo de três mestrandos, seis doutorandos e dois alunos de iniciação científica em uma linha de pesquisa para analisar traços em alimentos (para consumo animal e humano), material particulado coletado em ambientes internos (indoor) e externo (outdoor), entre outros tipos de matrizes. Desde 2010, é pesquisador nível 2 do CNPq.

Além de lecionar e orientar, Rennan também acumula a chefia do Departamento de Química Analítica, uma função mais administrativa, e a secretaria regional da SBQ-BA, função na qual tem se esforçado para aumentar o quadro associativo a partir da comunicação com os alunos e colegas, sobre os benefícios de fazer parte da maior sociedade científica da América do Sul. "Sem dúvida que o contato com alunos, seja na sala de aula, no laboratório ou nos eventos científicos é a parte mais agradável do meu trabalho", afirma. "Fico feliz em dizer que temos 110 associados da SBQ na Bahia atualmente, e esperamos aumentar esse número em 2017."

Professor Jorge Maurício David (5º. a partir da direita, na última fileira), com seus alunos de Química dos Produtos Naturais

O professor Jorge Maurício David chegou ao PPGQ-UFBA em 1992. Desde então formou 12 doutores e 15 mestres, e atualmente conduz dois mestrandos e cinco doutorandos em um Grupo de Química de Produtos Naturais, em pesquisa sobre métodos de extração de compostos bioativos e de interesse econômico. "Estamos especificamente estudando plantas endêmicas ou medicinais, como a catingueira/pau de rato (medicinal) – Caesalpinia pyramidalis, e o Pau-pombo – Tapirira guianensis", descreve o Professor.

Segundo ele, que é atual vice-coordenador do Programa, muita coisa mudou desde 1992. "A abordagem de pesquisa, a estrutura, as condições técnicas, os computadores, tudo isso mudou muito desde que comecei no PPGQ", descreve.

Leia íntegra da entrevista concedida por email pelo coordenador do PPGQ/UFBA, Professor Sérgio Luís Costa Ferreira:

1. Quando foi criada PG em química da UFBA?
Em 1968

2. Quais os cursos disponíveis? Como é o processo de seleção?
Mestrado e Doutorado em Química. O processo de seleção envolve uma prova escrita de Química envolvendo as quatro áreas de concentração: Química Orgânica, Química Inorgânica, Química Analítica e Físico Química e uma prova de inglês diferenciada para os candidatos a mestrado e doutorado.

3. Quantas vagas são abertas anualmente?
30 vagas para Mestrado e 30 vagas para Doutorado.

4. Quantas são preenchidas? Quantos alunos existem hoje?
Todas as 60 vagas são preenchidas. Hoje temos 69 mestrandos e 148 doutorandos.

5. Quantos foram formados até hoje?
- Mestrado: 466
- Doutorado: 248


6. Qual o destino dos egressos: universidade pública, universidade privada, iniciativa privada, exterior)?
- Universidades Federais, Universidades Estaduais, Centros Federais de Educação, Centro de pesquisa cientifica e tecnológica, Universidades privadas e iniciativa privada.

7. Quais as principais linhas de pesquisa em andamento?
- Química analítica aplicada
- Química ambiental
- Catálise
- Quimiometria
- Síntese orgânica


8. Quais os principais desafios enfrentados atualmente?
Sem dúvida o principal desafio é administrar um programa de pós-graduação com uma falta de recursos para manutenção de equipamentos de grande porte e bolsas de mestrado e doutorado.

9. Qual a vocação da química na região?
A Região metropolitana de Salvador tem demanda de bacharéis em química para trabalhos em laboratórios de controle de qualidade em indústrias petroquímicas e no complexo automotivo instalado. Além disso, na região faltam licenciados em química para atuar no ensino médio, principalmente o público. Em nível pós-graduado há demanda nas mesmas empresas (principalmente mestrado) como também nas instituições de ensino superior privadas.

10. Fale sobre o perfil dos alunos.
Os candidatos ao mestrado em química são, na sua maioria, graduados em química, engenharia química e farmácia da Universidade Federal da Bahia, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade de Salvador (UNIFACS) e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). No doutorado, o programa recebe egressos dos cursos de mestrado do Estado (UESB, UNEB e UESC) bem como de universidades de estados vizinhos, especialmente Universidade Federal de Sergipe. A maioria não tem vínculo empregatício. Os doutorandos com vínculo são docentes da própria UFBA (outros campi) e dos Institutos Federais (IFBA, IFBaiano, IFSergipe). Desde seu início, o programa de pós-graduação em química da UFBA recebeu profissionais de empresas do Pólo Químico de Camaçari, do EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento da Agricultura) e da Petrobrás (Refinaria Landulfo Alves).

11. Os alunos e orientadores costumam participar de eventos regionais ou nacionais científicos, da SBQ por exemplo?
Sim. Os professores do Programa e seus alunos participam efetivamente das Reuniões Anuais da SBQ, bem como dos congressos específicos das subáreas, incluindo o Encontro Nacional de Química Analítica, que é um evento patrocinado pela SBQ, que reúne bienalmente mais de 1000 pesquisadores.

12. Quais os prêmios conquistados recentemente?
Jailson Bittencourt de Andrade
• Membro da Ordem Nacional do Mérito Científico, no grau de Grã Cruz
• Membro da Academia Brasileira de Ciências
• Membro e Presidente da Academia Baiana de Ciências


Sérgio Luis Costa Ferreira
• Membro da Academia Brasileira de Ciências
• Membro e Presidente da Academia Baiana de Ciências
• Prêmio CAPES/Elsevier por produção científica qualificada.


13. Quais os pontos fortes do Programa?
A Química analítica desenvolvida no PGQUIM estabelecida na década de 1960 pelo Professor Antônio Celso Spinola Costa continua sendo um dos pilares da Química baiana, formando muitos doutores e fomentando uma pesquisa sólida desta sub área no estado, boa parte da publicação em Química da Bahia está associada a esta subárea.
Também destaca-se a interação da linha de pesquisa em Catálise com grandes empresas do Pólo Petroquímico e Automobilístico do estado, a qual tem viabilizado projetos, produtos tecnológicos, publicações e absorção de doutores formados no programa.



Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)








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