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11/08/2016



Mais novo mestrado em Química do Brasil tem sua primeira dissertação


Pós-Graduação em Química da UTFPR tem apenas dois anos e faz planos para consolidar curso com publicações

Este mês o jovem químico Rafael Reis Romero apresentará em público o trabalho a que tem se dedicado nos últimos dois anos: a síntese de nanopartículas de ouro junto com polímeros condutores, em sílica, como um sistema modelo para construir sensores baseados em fibra ótica. Sua dissertação será a primeira banca realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A instituição é centenária e teve muitos nomes antes do CEFET ser transformado em Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Mas o curso de graduação em Química tem apenas oito anos e a pós foi implementada em agosto de 2014.

Atualmente 15 mestrandos trilham o caminho pioneiro de Rafael e unem forças com os 23 docentes para consolidar o curso por meio de produção científica. "Pelo Reuni pudemos contratar 11 jovens doutores, com muita energia para orientar e produzir", conta o professor Fernando Molin, coordenador do Programa. "Mas ainda temos poucas bolsas e recursos financeiros muito limitados. O perfil do nosso aluno não é o de alguém que pode trabalhar durante o dia para se manter e ainda desenvolver seu trabalho de mestrado, portanto dependem de bolsas de estudo. Então temos esse desafio de fixar graduados no mestrado."

Para Rafael, o desafio é outro. "Eu sou da segunda turma de graduação e tenho laços fortes com a UTFPR. Terei que sair para fazer doutorado, mas quem sabe não volto como orientador no futuro", afirma.

Professora Marcela (no centro), com Rafael e mestrandos em Química: mobilização dos alunos de graduação e Pós para que entendam a importância da SBQ para a comunidade

Sua orientadora, a professora Marcela Mohallen Oliveira trabalha com Rafael desde a iniciação científica. "Tenho muita gratidão por ele, porque o nosso grupo de química de nanomateriais cresceu motivado por seu trabalho", conta. "Além do seu projeto, Rafael foi se envolvendo com os alunos que iam chegando, participava da manutenção e do dia-a-dia do laboratório e se envolveu com os eventos científicos, como os da SBQ."

Marcela fez seu doutorado e o pós-doc em nanomateriais na vizinha Universidade Federal do Paraná, antes de encampar a missão de ajudar a estruturar a recém-criada graduação da UTFPR. Segundo ela, no início do curso ficou claro que perderiam alunos de IC caso não tivessem como absorvê-los no mestrado, e isso motivou uma soma de esforços dos docentes da época para criar todo o projeto. "Foi um trabalho histórico que envolveu todos os docentes de então. Sabíamos da importância de criar o mestrado, e agora sabemos que precisamos produzir para começar a pensar na criação do doutorado", reflete a professora.

Marcela é participante ativa e entusiasta da SBQ. Este ano, cerca de 20 graduandos e mestrandos da UTFPR foram à RASBQ e seus alunos faturaram dois prêmios de melhor painel. "Sou associada desde 1994 e fiquei incomodada quando cheguei à UTFPR, ao perceber que os alunos não conheciam adequadamente a SBQ. Passamos a mobilizar os alunos de graduação e Pós para que entendam a importância da SBQ para nossa comunidade."

Para saber mais:
http://www.utfpr.edu.br/curitiba/estrutura-universitaria/diretorias/dirppg/programas/ppgq/inicio


Abstract da Dissertação

"SÍNTESE DE NANOCOMPÓSITOS CONTENDO POLÍMEROS CONDUTORES E NANOPARTÍCULAS METÁLICAS DEPOSITADOS EM SUBSTRATO DE SÍLICA"

Uma área de grande potencial no que diz respeito ao desenvolvimento de novos materiais é a química de nanomateriais. Dentro dessa grande área de atuação, uma classe importante, que vem tendo destaque é aquela das nanopartículas metálicas, cuja principal característica, tal qual as demais classes de nanomateriais, é a de apresentar propriedades distintas daquelas mostradas pelo material em seu tamanho convencional. O ramo dos nanocompósitos, assim como as nanopartículas metálicas, está em pleno crescimento, devido à grande gama de possibilidades e suas diversas utilidades, uma vez que estes apresentam propriedades sinergísticas entre seus componentes. Assim, o objetivo deste trabalho é a produção de nanocompósitos poliméricos contendo nanopartículas metálicas envoltas em polímeros condutores suportados em superfície de sílica para uma nova rota de produção de materiais com uso potencial em sensores. A técnica de obtenção que foi utilizada é conhecida como one-pot, na qual o monômero é oxidado ao mesmo tempo em que um sal de ouro é reduzido a sua forma metálica, sendo possível o controle do tamanho das nanopartículas através do controle das concentrações dos reagentes precursores. A síntese desses materiais vem se mostrando satisfatória, produzindo laminas envoltas com o nanocompósito. O sucesso da rota proposto foi comprovado com o auxílio da difração de raios-X, que mostrou a obtenção de nanopartículas metálicas de ouro na fase cúbico de face centrada. A presença do polímero condutor em todas as amostras pode ser confirmada por espectroscopia Raman e a morfologia do nanocompósito pode ser observada através da microscopia eletrônica de transmissão, deixando claro que mudanças nas variáveis sintéticas causam modificações na morfologia final do produto.


Artigos que deram origem à dissertação

“Carbon Nanotubes Decorated with both Gold Nanoparticles and Polythiophene”, M.M. Oliveira, A.J.G. Zarbin, Journal of Physical Chemistry 2008, 112, 18783-18786.

“One-Pot Synthesis and Processing of Transparent, Conducting, and Freestanding Carbon Nanotubes/Polyaniline Composite Films”, R.V. Salvatierra, M.M. Oliveira, A.J.G. Zarbin, Chemistry of Materials 2010, 22, 5222-5234.


Texto: Mario Henrique Viana (assessor de imprensa da SBQ)








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