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11/05/2017



CAUSOS DA SBQ

Desafio da Piscina


Frequento as reuniões anuais da SBQ desde 1993. E em 1993 aconteceu a 16ª. Reunião Anual, no Hotel Glória, em Caxambu – MG. Nessa época, eu era aluno de graduação da gloriosa Universidade Federal de Uberlândia. Eu tinha 19 anos e era a minha primeira viagem a um evento científico. E dizem as lendas que eu era magro.

Confesso que fiquei maravilhado: a quantidade de pessoas, as palestras, os pôsteres e claro, como eu não entendia absolutamente nada do que as pessoas falavam nas palestras e nos pôsteres! Mas que fiquei impressionado, ah, fiquei. Isso era certo. Decidi a partir daquele momento que precisava estudar mais para pelo menos entender algumas falas.

Eu tentava participar de tudo, inclusive dos dois coquetéis que aconteceram. Não me lembro em qual deles, mas me recordo que aconteceu em volta da piscina do Hotel Glória. Estávamos em uma turma grande de alunos da UFU. Como bons alunos de graduação, comemos bem e bebemos bastante. Minto, pois eu não bebo bebidas alcóolicas.

Como de praxe, a bebida vai descendo e as coragens vão subindo. Eis que um dos rapazes de Uberlândia, que logicamente não identificarei, decidiu que poderíamos pular todos na piscina do Hotel Glória. Era um desafio. O que poderia acontecer? A ideia ia além. Pularíamos dentro da piscina, sem camisa e durante o pulo ainda tínhamos que gritar: "UFU-Uberlândia!!!"

Ou seja, se era para fazer uma coisa necessariamente ridícula e absurda, que fizéssemos com todo o requinte e de forma completa. Detalhe: o termômetro marcava 2 °C.

Estávamos a uns 10 metros da piscina. Alguém iria fazer a contagem regressiva. No zero, todo mundo tirava a camisa e se jogava. Eu fiquei paralisado. Jogo ou não me jogo com os malucos que já estavam com a coragem devidamente aumentada com o Álcool? Pensei: "Bom, no meio de todo mundo, um a mais ninguém vai nem notar". E eu era o novato. Já viu né?

Cinco. Esses caras não vão fazer isso. Quatro. Não, acho que não. Três. Começaram a se virar para a piscina. Dois. A levantar a camisa e tirar as blusas. Fiz o mesmo e estava frio demais. Pensei: "vou correr é para o outro lado". Isso tudo em um segundo. Um. F***. E como a contagem foi feita em alto em bom som, quase todo mundo presente no coquetel olhou para a gente. Zero! E começaram a correr, umas sete pessoas. Comecei a correr também. Meio desengonçado, porque estava frio demais. E fomos pulando e cada um que dava um pulo pra dentro da piscina gritava o mantra: "UFU – Uberlândia", isto é, vamos envergonhar nossa instituição, mas é com gosto! Eu vi o povo pulando e quando me preparei para pular, tropecei de forma miserável na beira na piscina e entrei quase dando uma "de ponta". Deu tempo de gritar "UF..." e mergulhei.

Resultado. Fomos saindo da piscina e o povo olhando aquilo, provavelmente com o pensamento: "jovens...". Viraram o rosto e continuaram a fazer o que estavam fazendo.

Conclusão. O álcool evita a gripe. Só eu gripei.


Fonte: Márlon Herbert F. B. Soares (Diretor da Divisão de Ensino de Química da SBQ)








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