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27/07/2017



"O fazer ciência em 10 palavras" ou "de onde vem, mesmo, o conhecimento?"


Aldo Zarbin (Foto: Yolanda Assunção)

Inspirado na canção Ilmo Sr. Ciro Monteiro Ou Receita Pra Virar Casaca de Neném, de Chico Buarque, o prof Aldo Zarbin, presidente da Sociedade Brasileira de Química sintetiza em 10 palavras o fazer ciência. Essa foi o tema da conferência realizada pelo professor na última terça, feira, dia 18, durante a 69ª Reunião anual da SBPC. Mesmo usando a química como exemplo, o professor chama atenção para as inúmeras facetas de fazer e falar de ciência. O professor ressalta os aspectos subjetivos, morais e políticos inerentes à prática científica.

Partindo da Criatividade e Inspiração, o professor explica como a química, uma das várias ciências, está presente na arte, seja na criação de novos pigmentos, nos produtos usados para restauração e identificação, ou na criação de novos materiais. O professor também destaca a sagacidade como elemento indispensável para o pesquisador. "O 'por acaso' só ocorre porque existe uma mente sagaz por perto" disse Aldo. Alguns dos exemplos são o descoberta do Raio X e da penicilina, resultados não esperados pelos pesquisadores, mas que o físico alemão Conrad Roentgen, e o médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming tiveram a sagacidade e perspicácia de perceber o valor da descoberta. O professor também destacou a Determinação e a Sabedoria, para saber quando insistir e quando parar. "É preciso ter discernimento entre teimosia e objetivo" afirmou. O professor parafraseia Jean Cocteau "Mesmo sabendo que era impossível, foi lá e fez".

Para além das características individuais e subjetivas do pesquisador, o professor observa a Simplicidade no fazer e no agir científico, o que de acordo com Zarbin levam a humildade. O professor Aldo Zarbin tem a ética como um dos principais valores, e contou como a vaidade, a ganância e muitos vezes a ignorância, podem destruir a vida de um cientista.

Outra palavra elencada pelo professor como importante é Oportunidade. Para ele "investimento em ciência e tecnologia, é investimento para o país crescer(…) Qualquer governo que quer ver o país crescer faz isso". Aldo comentou sobre os cortes feitos no orçamento para C&T e da dificuldade em se fazer ciência sem financiamento."Estamos vivendo, talvez, um dos momentos mais difíceis para a ciência brasileira" declarou. Além disso, precisamos também de representatividade. As sociedades científicas, nos garantem hoje a voz para lutar pelos nossos direitos, o que não conseguiríamos sozinhos.

A última palavra destacada pelo pesquisador foi Paixão(ou diversão?). Isso não pode faltar na fala de uma pessoa tão apaixonada pela ciência como ele. "A ciência é uma parceira exigente. Sem paixão você não faz ciência" declarou. o professor Aldo Zarbin ainda nos lembra que todos nós nascemos cientistas, mas a educação científica engessada do país, dificulta a nossa formação, criando, às vezes, aversão pela ciência.


Fonte: Thacyane Martinelli (Observatório da Comunicação Pública da Ciência)








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