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21/09/2017



A Química cresce em Goiás


Resultado de investimento em infraestrutura, internacionalização e rápida absorção de recém-contratados, PPGQ UFG alcança crescimento de publicações qualificadas ano após ano.

A busca pela melhoria da qualidade tem gerado resultados mensuráveis no Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal de Goiás. Nos últimos anos, o número de artigos publicados com participação discente, especialmente nos estratos A1, A2 e B1, aumentou consideravelmente. Além disso, a qualidade dos periódicos, mensurada pelo fator de impacto (FI) também apresentou indicadores bastante positivos com relação à produção total e também em relação produção qualificada (com discentes). Em 2017, até o mês de setembro, o número de publicações qualificadas já se igualou aos dados de 2016, confirmando assim a evolução dos indicadores em relação à produção científica do PPGQ.

"Estamos felizes com estes resultados. Acredito que este aumento da produção qualificada se deve a um conjunto de fatores incluindo a rápida absorção de recém-contratados desde o início da expansão universitária (REUNI), a melhoria na infraestrutura e, principalmente, a crescente internacionalização", avalia o coordenador do Programa, professor Wendell K. T. Coltro.

 
 Professor Wendell Coltro com o grupo de pesquisa em microfluídica e eletroforese

 
 Gráficos mostram o aumento da publicação de artigos nos principais estratos QUALIS/CAPES (esquerda), e da produção com discentes (qualificada).

O Programa foi criado em 1999 com o curso de Mestrado e, em 2006 teve início o Programa de Doutorado Multiinstitucional em Química da UFG, UFMS e UFU, que resultou nos Programas de doutorados independentes para cada Instituição em 2013. Até hoje titulou 60 doutores e 272 mestres. Atualmente, possui 185 alunos matriculados sendo 76 de mestrado e 109 de doutorado. "A maior parte dos egressos do doutorado atua como docente em universidades federais ou Institutos Federais de Educação, principalmente no Centro-Oeste e Nordeste", conta Coltro. O Programa tem pesquisas em colaboração com Embrapa, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Celg Distribuição S.A., Saneamento de Goiás S.A., Petrobras e recentemente aprovou uma proposta de pesquisa em parceria com a iniciativa privada do setor agrícola.

O professor Luciano Lião é orientador no Programa desde 2001. Titulou 12 doutores, 16 mestres, orientou 22 alunos de iniciação científica e cinco pós-docs. Atualmente, além de lecionar na graduação e na pós, coordena o grupo de pesquisa e laboratório de ressonância magnética nuclear, com um grupo de 15 alunos.

 
 Professor Luciano Lião (em pé no centro), com grupo de pesquisa em RMN.

"Quando chegamos na UFG, em 1996, não tínhamos infra-estrutura para pesquisa. Contávamos com um IV e um UV. O primeiro GC/MS chegou em 1999. Em 2008 foi instalado o equipamento de RMN. Só a partir desse momento minha linha de pesquisa começou a deslanchar. Os indicadores de produtividade falam por si só, 80% de minha produção é recente. Não se pode fazer pesquisa sem recursos, o salto de qualidade na produção científica e formação de recursos humanos do Programa de Pós refletem isso. Uma das nossas principais linhas de trabalho envolve o controle de qualidade de alimentos", explica Lião. "Fizemos uma análise comparativa entre o feijão transgênico e o convencional, em parceria com a Embrapa, e descobrimos que o transgênico estudado potencializava a produção de dois flavonoides, e agora estamos estudando possíveis correlações entre a maciez da carne bovina e sua composição química", descreve.

Lião observa que ao longo dos anos o nível de compromisso do aluno com a pós caiu. "Hoje vejo que muita gente entra na pós sem ter uma paixão verdadeira pela ciência. Estão apáticos, como se continuassem na universidade por falta de opção. Então quando percebemos alunos que têm aquele brilho nos olhos, nós procuramos incentivar", conta. "Acho que isso decorre da diminuição do hábito da leitura. O ensino médio não está entregando universitários empolgados."

Um dos mais novos orientadores do programa é também um dos mais prolíficos pesquisadores. Doutor pela Unicamp em 2011, contratado no final de 2012, o professor Boniek Gontijo Vaz titulou 3 mestres, 8 alunos de IC e já conta com 89 publicações e 974 citações. Orienta atualmente seis doutorandos e quatro mestrandos e coordena o Laboratório de Cromatografia e Espectrometria de Massas.

 
 Professor Boniek Gontijo Vaz, com o grupo de pesquisa em espectrometria de massas.

"Quando cheguei encontrei um ambiente árido em minha área. Com muito trabalho, esforço e parcerias, conseguimos recursos para montarmos um núcleo de espectrometria no IQ. O laboratório foi inaugurado no final de 2015 e logo começou a dar resultados", afirma. "Para frente vejo vôos maiores e espero participar no crescimento do Programa até o conceito CAPES 7." Boniek atua em linhas de pesquisa que visam o desenvolvimento instrumental de fontes de ionização ambiente e novas aplicações da espectrometria de massas. "Atualmente temos duas linhas principais de pesquisa: desenvolvimentos na técnica de ionização - paper spray ionization – e suas aplicações em química de alimentos, forense e toxicologia; e o desenvolvimento de novas abordagens analíticas em petroleômica."

Alguns artigos relevantes recentes do PPGQ-UFG:

"Selective gating to vibrational modes through resonant X-ray scattering", Couto et al, Nature Communications 2017, 8, 14165.

"Enhanced Analytical Performance of Paper Microfluidic Devices by Using Fe3O4 Nanoparticles, MWCNT, and Graphene Oxide", Figueiredo et al, ACS Applied Materials & Interfaces 2016, 8, 11-15.

"A polyalanine peptide derived from polar fish with anti-infectious activities", Silva et al, Scientific Reports 2016, 6, 21385.

"Dicopper(II) metallacyclophanes with N,N?-2,6-pyridinebis(oxamate): Solution Study, Synthesis, Crystal Structures, and Magnetic Properties", Fernandes et al, Inorganic Chemistry 2016, 55, 2390-2401.

"Experimental and theoretical second harmonic generation and photoluminescence from the pseudo-centrosymmetric dihydrochloride salt dihydrate of trans-1,2-bis(4-pyridyl)ethene", Valdo et al, CrystEngComm 2017, 19, 346-354.

"Efficient electrochemical remediation of microcystin-LR in tap water using designer TiO2@carbon electrodes" , Sanz et al, Scientific Reports 2017, 7, 41326.

Leia abaixo a autoavaliação do PPGQ-UFG contendo informações do último quadriênio:

Os próximos parágrafos apresentam uma síntese da evolução do quadriênio nos itens "visibilidade", "infraestrutura", "número de defesas e tempo de integralização", "internacionalização", "produção científica" e "produção qualificada".

Visibilidade: Houve uma melhora significativa nesse quesito, especialmente nos últimos dois anos. Após a avaliação parcial do PPGQ, que indicou deficiência nas informações disponibilizadas nas línguas estrangeiras, a homepage do PPGQ foi reestruturada e a difusão dos editais, palestras dentre outras notícias se tornou mais amplamente divulgada. Da mesma forma, todos os formulários, resoluções e regulamentos foram disponibilizados na homepage. Um reflexo da melhora na visibilidade é o aumento significativo de alunos egressos de outras Instituições, não apenas do interior do Estado de Goiás e da região Centro-Oeste, mas principalmente de outras regiões brasileiras. O PPGQ conta atualmente com alunos das regiões norte, nordeste, sul e sudeste cursando mestrado e doutorado. No último processo seletivo, um total de 40% dos candidatos aprovados no mestrado e 33% dos novos doutorandos são oriundos de outras Instituições – esses índices são os maiores já registrados no PPGQ. Em parte, isso se deve ao fato da prova ter sido aplicada em outras cidades e também pelo fato de várias pesquisas terem sido divulgadas na mídia ganhando ampla repercussão. Além disso, nossos pesquisadores têm sido frequentemente convidados para proferirem palestras e participarem de bancas em diversos Programas de Pós-Graduação.

É importante mencionar também o aumento do número de pós-doutorandos, via PNPD ou através de projetos independentes. Atualmente, o PPGQ possui 3 pós-docs na cota Institucional, 1 pós-doc ainda na cota do Programa Multiinstitucional e dois pós-docs via projetos financiados pela CAPES (Pró-Forense). O aumento do número de pós-docs foi surpreendente ao ponto do edital de seleção em 2016 contar com 10 inscritos, dos quais pelo menos 50% apresentavam currículos recheados de produção científica e também tecnológica. Com a visibilidade alcançada, o PPGQ vem estreitando colaborações com vários Programas, especialmente alguns institucionais e regionais que apresentam conceitos inferiores a 4. Essa ação tem atraído muitos alunos de outros PPG´s a cursar disciplinas no PPGQ, principalmente aquelas associadas com métodos instrumentais ou técnicas com abrangência multidisciplinar (Espectrometria de Massas, Ressonância Magnética Nuclear, Microfluídica e Quimiometria). Consequentemente, estes alunos acabam interagindo em projetos de pesquisa, o que resulta em publicações multidisciplinares.

Infraestrutura: Houve uma grande evolução da infraestrutura, melhorando substancialmente nos últimos anos, atingindo patamares de excelência no quesito instrumental. Salienta-se:

i) a reforma de um dos Prédios do Instituto de Química (IQ 2), investimento de R$ 2.500.000,00, e ampliação do espaço físico o que corroborou para a criação de pelo menos 5 novos laboratórios de pesquisa;

ii) a inauguração do prédio do Núcleo de Pesquisa em Ensino de Ciências – NUPEC (área total de 610 m2), construído com recursos FINEP e da UFG, abriga três laboratórios de pesquisa em ensino de química/ciências e que se consagra atualmente como um núcleo de excelência na área de Ensino em Química;

iii) a aquisição de novos equipamentos de grande porte como: CG-FID, Analisador de Carbono Orgânico Total, três sistemas de espectrometria de massas;inauguração do Laboratório de Cromatografia e Espectrometria de Massas – LaCEM de área de 80 m2 que foi totalmente reformada com recursos UFG e Petrobras/ANP, e conta com três modernos espectrômetros de massas e dois cromatógrafos líquidos de ponta;

iv) Construção do Laboratório de Microfluídica e Eletroforese. Com recursos oriundos do Prêmio FINEP de 2013 e com aporte financeiro da UFG, as obras do Laboratório de Microfluídica e Eletroforese foram iniciadas no início de setembro de 2016. O novo laboratório terá área total de 141,34 metros quadrados e a obra, com valor total de aproximadamente R$ 470 mil.

v) Expansão do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (LAMES), expandindo-se de 400 para 700 m2, contando atualmente com copa, gabinetes para os professores, salas de alunos e 01 auditório para 30 pessoas, além de uma grande variedade de equipamentos instrumentais conforme descrito no item " infraestrutura".

Somado a estes destacáveis e importantes eventos, tem-se a aprovação em 2016 de dois projetos em chamadas da FINEP: " Laboratório Multiusuário de Reatores Químicos (LMRQ)", proposta submetida no âmbito da Chamada Pública MCTI/FINEP/CT-Infra - PROINFRA - 02/2014, sendo aprovado o montante de R$ 1.685.409,00, e projeto "Ampliação da Infraestrutura da Central Analítica Multiusuário (CAM) do Instituto de Química – UFG" , cuja proposta foi submetida para a Chamada pública MCTI/FINEP/FNDCT 02/2016 – Centros Nacionais Multiusuários e agraciada com R$5.187.658,06. Com os dois projetos aprovados em 2016, a aplicação do montante de aproximadamente R$ 7.000.000,00 viabilizará a expansão do parque instrumental do PPGQ, viabilizando a instalação de um laboratório modelo no Brasil (para reatores) bem como a expansão da CAM. É nítido que a infraestrutura do Instituto de Química destinada às atividades de pesquisa, ensino e extensão foi substancialmente melhorada no quadriênio. Podemos destacar que com todo apanhado, atualmente temos uma infraestrutura física e instrumental em nível de excelência. Para 2017, está prevista uma reforma do bloco IQ 1, o que deixará os laboratórios no mesmo nível que os do IQ2. A reforma será custeada com recursos próprios do IQ.

Número de defesas: No último quadriênio foram formados 87 mestres e 36 doutores. Com relação aos mestres formados, 16 defesas aconteceram em 2013, 24 em 2014, 23 em 2015 e 25 em 2016. Logo, observa-se nos últimos três anos que o número médio de defesas anuais se manteve constante. Já para o doutorado, 1 defesa ocorreu em 2013, 11 em 2014, 10 em 2015 e 14 em 2016. O aumento de 40% nos indicadores de 2016 em relação ao ano de 2015 era esperado uma vez que muitas das defesas são referentes aos alunos da primeira turma do doutorado individual do PPGQ. Cabe relembrar que desde 2013, o PPGQ possui o curso de doutorado independente do Programa Multiinstitucional que envolvia UFU, UFG e UFMS. Para 2017, o número deve continuar aumentando.

Tempo para integralização (mestrado): Um ponto importante a ser mencionado positivamente é o tempo de integralização. Nos últimos três anos, a Coordenadoria do PPGQ vem atuando fortemente junto aos discentes para que os prazos definidos para qualificação e defesa sejam cumpridos. No regulamento atual do PPGQ, os exames de qualificação nos cursos de mestrado devem ocorrer no máximo até o décimo quarto e vigésimo quarto mês após a primeira matrícula, respectivamente. Essa filosofia vem sendo bem absorvida pela maioria dos estudantes. E o resultado tem sido bastante satisfatório. No mestrado, o tempo médio de defesa considerando todos os dados do quadriênio é de 28,25 meses. Se analisarmos o tempo médio em função de cada ano, tem-se que os seguintes valores: em 2013, o tempo médio foi de 29 meses, assim como em 2014. Em 2015, o tempo médio foi de 28 meses e, em 2016, o tempo médio para integralização foi de 27 meses. No geral, pode-se observar um decréscimo de 2 meses se compararmos o início e o fim do quadriênio. O que corroborou para esse tempo médio de 27 meses foi o fato de pelo menos 10 defesas terem acontecido no prazo inferior a 24 meses, sendo três entre 17 e 19 meses. Outro fator que contribuiu para o decréscimo no tempo de titulação foi a cobrança eletrônica feita pela Coordenadoria do PPGQ. Desde 2016, todos os alunos têm recebido mensagens eletrônicas periódicas acerca do prazo para realização do exame de qualificação e para solicitação da defesa pública da dissertação. Com essa dinâmica, o PPGQ prevê a redução do prazo de defesa para 26 meses no ano de 2017.

Tempo para integralização (doutorado): Para o doutorado, o tempo para integralização também apresenta valores interessantes ao analisar todas as defesas concluídas no quadriênio. Considerando as 36 defesas concluídas no quadriênio, o prazo médio para integralização foi de 42,75 meses. Se analisarmos o tempo médio em função de cada ano, tem-se que os seguintes valores: em 2013, o tempo médio foi de 28 meses. Em 2014, o tempo médio foi de 47 meses e, em 2015, foi de 49 meses. Em 2016, o tempo médio foi novamente igual a 47 meses. Considerando que o regulamento do Programa previa, até 2016, a defesa em até 36 meses prorrogáveis por mais 12 meses, totalizando 48 meses, pode-se afirmar que o prazo médio para integralização do doutorado apresenta uma média excelente, certamente abaixo da maioria dos Programas de Pós-graduação no país. Em 2016 o regulamento foi alterado e, para 2017, o doutorado poderá ser concluído no prazo regular de 48 meses, prorrogáveis por mais 12 meses, totalizando assim 60 meses. O regulamento ainda prevê o acompanhamento discente, por parte de Comissão de Bolsas e Acompanhamento Discente, que terá como função monitorar o desempenho acadêmico e científico de todos os ingressantes a partir de 2017. Sem dúvidas, essa estratégia deverá coibir atrasos exagerados e desnecessários que, na maioria das vezes, ocorre devido a um excesso de cautela por parte dos discentes.

Internacionalização: O quadriênio 2013-2016 ficará registrado no PPGQ como o período em que ocorreu uma intensa internacionalização. Ao todo, quatro docentes realizaram estágios no exterior pelo período entre 12 e 18 meses. Com apoio do Programa Ciência sem Fronteiras e também do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), nove doutorandos realizam intercâmbios em diferentes Universidades estrangeiras. Em 2016, o PPGQ obteve aprovação de mais quatro cotas do PDSE que somadas a um aluno que já se encontra no exterior e a outro que irá com recursos próprios, resultará em 6 alunos em período de intercâmbio no exterior no ano e 2017. Ao todo, destaca-se que o PPGQ tem estabelecido colaborações internacionais envolvendo intercâmbios com pelo menos 13 países (Austrália, Reino Unido, Dinamarca, França, Estados Unidos, Espanha, Hungria, Argentina, Egito, Colômbia, Suécia, Taiwan e Timor Leste).

Além destes, foram listados no item "Internacionalização" algumas publicações envolvendo parcerias com grupos da Índia, Portugal e Canadá. Se no início do quadriênio, a internacionalização era praticamente inexistente em termos de intercâmbios, pode-se afirmar que no fim ou quadriênio, ou seja, em 2016, o PPGQ encontra-se em outro nível. Como exemplificado no item "Internacionalização", pelo menos 15 artigos foram publicados nos últimos dois anos com colaborações internacionais. A soma dos fatores de impacto dos periódicos resulta em um valor igual a 81,9, o que gera uma média de FI por artigo igual a 5,46. Se considerar apenas os artigos publicados em 2016, a somatória dos FI´s é igual a 46,57 com média de FI por artigo igual a 4,657. Em ambos os exemplos, a média equivale a um artigo A1 na área da Química, o que demonstra o efeito direto da internacionalização na produção científica do PPGQ. Esses números são realmente interessantes e colocam o PPGQ em um nível acima do que já se encontra. Outro ponto atrativo foi a publicação de quatro capas de periódicos, sendo uma em 2014, uma em 2015 e duas em 2016. Como reflexo dessa exposição internacional, o PPGQ terá em 2017 três docentes como os editores de periódicos.

Produção científica: A produção científica do PPGQ melhorou significativamente no último quadriênio. Ao todo, foram publicados 336 artigos. Destes, 60% (200) foram publicados nos dois últimos anos. Em 2016, pela primeira vez o PPGQ superou a marca de 100 publicações. Ao todo foram 111 artigos. Em 2014 e 2013, foram publicados 65 e 71 artigos, respectivamente. Como observado, o número de publicações aumentou consideravelmente, em particular, no ano de 2016. O que chama a atenção positivamente é a participação discente nas publicações. Em 2015, por exemplo, o percentual de artigos com participação discente foi de 36% (32 artigos). Em 2016, o número de artigos com alunos foi de 63, o que equivale a 57% do total. Esse número é praticamente o dobro da produção qualificada em 2015. Ao analisar os estratos, observa-se uma melhora substancial nos indicadores do PPGQ. No ano de 2016, a produção qualificada apresentou os seguintes números: A1 = 10 artigos (16%); A2 = 22 artigos (35%); B1 = 15 artigos (24%); B2 = 14 artigos (22%); B3 = 0 artigos; B4 = 1 artigo (2%) e B5 = 1 artigo (2%). Em termos percentuais, pode-se afirmar que o total de artigos publicados no estrato A (32 artigos nos estrados A1+A2) foi 50,8%, mostrando uma melhora significativa na produção do PPGQ. O total de artigos A1 em 2016 foi superior à soma dos artigos publicados nos três anos anteriores (dois em 2013, dois em 2014 e três em 2015). Na avaliação dos artigos em função do estrato QUALIS, observou-se uma distribuição centrada em A2, sendo considerada bastante positiva para o período de avaliação. Considerando a qualidade das publicações, através do fator de impacto, observou-se que a soma dos fatores de impacto da produção total do PPGQ foi de aproximadamente 278, ou seja, FI médio (considerando o total de publicações = 111) de 2,5. Ao analisar a produção qualificada, a soma dos FI´s foi igual a 179, resultando no FI médio de 2,84. Em termos comparativos, para os dados de 2015 as somas dos FI´s para a produção total de artigos e também a produção qualificada foram iguais a 183 e 72, respectivamente. Vale destacar que a somatória dos FI´s da produção QUALIFICADA de 2016 é muito similar à somatória dos FI´s da produção TOTAL de 2015, evidenciando aqui uma evolução bastante significativa. Ao avaliar o FI médio, a produção qualificada de 2015 apresenta valor médio igual a 1,76. Com essa breve síntese, pode-se afirmar que a produção qualificada melhorou não apenas no quantitativo, mas principalmente na qualidade. Isso ficou evidente ao se avaliar os estratos e os fatores de impacto.

Além dos artigos citados, vale a pena destacar a produção expressiva de capítulos de livros. Ao todo foram 33 publicações no quadriênio, distribuídas da seguinte forma: 2016 (14), 2015 (7), 2014 (5) e 2013 (7). Novamente, assim como evidenciado pelas produções de artigos em periódicos, a produção dos capítulos de livros também apresentou um percentual destacado no ano de 2016 (42%).

Produção tecnológica (patentes): Com relação à produção tecnológica, é importante enfatizar o aumento no número de pedidos de patente depositados no INPI por parte dos pesquisadores credenciados no PPGQ. Pelos dados coletados no período entre 2013 e 2016, há um crescimento linear no número de pedidos depositados. Foram duas patentes depositadas em 2013 (BR1020130175307, BR1020130031437), quatro em 2014 (BR1020140249710, BR5120140005011, BR1020140277862, BR1020140290044), cinco em 2015 (BR1020150308647, BR1020150306741, BR1020150206658, BR1020150264380, BR1020150309660) e seis em 2016 (BR10201601257; BR1020160068630; BR1020160100445; BR1020160051614; BR1020160163390; BR1020160046548). Ou seja, 17 patentes em 4 anos. De acordo com dados divulgados no dia 15 de março de 2016 (https://www.ufg.br/n/87047-ufg-e-destaque-em-solicitacoes-de-patentes), o total de pedidos de patente depositados pela UFG em 2015 foi igual a doze (12). Considerando as patentes vinculadas aos docentes do programa, pode-se afirmar que a contribuição do programa foi de aproximadamente 42%. Esse é um dos pontos mais fortes do programa e tem colocado vários pesquisadores na mídia local, regional e nacional. Além de aumentar a visibilidade do programa, dois docentes conseguiram bolsas de produtividade em desenvolvimento científico e tecnológico (DT) no CNPq, sendo um bolsista nível 2 e um bolsista nível 1. Como resultado do perfil tecnológico, dois laboratórios foram os vencedores do Prêmio FINEP de Inovação (Categoria Instituições de Ensino Superior) – Região Centro-Oeste nos anos de 2012 (Laboratório de Métodos de Extração e Separação) e 2013 (Grupo de Métodos Eletroforéticos). O prêmio recebido pelo último premiado foi integralmente investido em obras, resultando na construção do Laboratório de Microfluídica e Eletroforese, com área superior a 140 metros quadrados. Em função da produção tecnológica recente do PPGQ, a tendência é que a produção tecnológica continue aumentando e gerando produtos contribuindo assim para a maior visibilidade do PPGQ.

Considerando a produção científica (artigos e capítulo de livros) bem como a produção tecnológica (patentes), fica evidente e notória a mudança de patamar do PPGQ em relação à primeira metade do quadriênio. Muitos dos indicadores de 2016 foram superiores aos dados do ano anterior, ou até mesmo superior à soma dos indicadores do período entre 2013-2015. Essa evolução pode ser atribuída à melhora da visibilidade do PPGQ e da infraestrutura, bem como à expansão das colaborações nacionais e, principalmente, das internacionais. Com a implementação dos projetos aprovados no âmbito da FINEP – dedicados à infraestrutura – a tendência é que o PPGQ continue crescendo, especialmente porque os novos equipamentos contribuirão de forma significativa para, pelo menos, 80% dos docentes do IQ desenvolverem suas pesquisas em equipamentos modernos, automatizados e hifenizados com técnicas de análise.

Outros pontos fortes do programa

Desde 2009, o quadro de pesquisadores credenciados no Programa tem mudado bastante e algumas ações coletivas tem contribuído positivamente o crescimento do Programa de Pós-Graduação em Química. Os principais pontos fortes do programa estão citados abaixo, divididos em alguns subitens.

A respeito do Credenciamento de Recém-Contratados e Incorporação em Redes de Pesquisa, podemos citar alguns pontos fortes do Programa:

1. A rápida incorporação dos novos docentes contratados no IQ ao Programa vem permitindo incrementos nas atividades do Programa, com a diversificação das linhas de pesquisa, incorporação dos jovens doutores nas redes e projetos já existentes, aumento no número de disciplinas oferecidas, aumento no número de alunos de graduação envolvidos em projetos e aumento da produção científica do Programa.

2. A eficiência nas colaborações com grupos de pesquisa consolidados impacta na produção científica e captação de recursos. Redes como INCT, Rede Pró-Centro Oeste, Pró-Forenses, Casadinho, PROCAD e algumas colaborações formais com grupos no exterior têm sido fundamental para o crescimento do Programa.

Sobre a participação de alguns recém contratados, podemos enfatizar alguns destaques:

1. Alta capacidade na captação de recursos para pesquisa científica e tecnológica, o que tem permitido uma melhora significativa na infraestrutura para algumas linhas de pesquisa.

2. Capacidade na captação de bolsas para formação de recursos humanos via convênios ou projetos via CAPES. Neste quesito, pelo menos 10 bolsas de pós-graduação (mestrado e doutorado), 2 duas de pós-doutorado e 6 de Iniciação Científica foram aprovadas em projetos independentes.

3. Em 2016, pelo menos seis docentes recentemente credenciados aprovaram projetos nos editais Universais do CNPq ou FAPEG totalizando aproximadamente R$ 300.000,00. Certamente, a captação de montante de recursos impactará diretamente no ano de 2017, viabilizando o desenvolvimento instrumental nas diferentes áreas de pesquisa que os mesmos atuam.

Aperfeiçoamento do corpo docente

1. Com relação ao aperfeiçoamento, ou capacitação docente, a UFG e o IQ veem incentivando a realização de estágios de pós-doutorado no Brasil e no Exterior, permitindo assim do uma maior mobilidade dos docentes permanentes do Programa. Nos últimos anos, 04 professores realizaram pós-doutorado na Austrália (2013), Espanha (2014), Dinamarca (2015) e Reino Unido (2015) e outros quatro realizaram pós-doutoramento na Universidade Federal do Espírito Santo (2014-2015), Universidade Federal de Minas Gerais (2015-2016), Universidade de São Paulo (2015-2016) e Embrapa-Instrumentação (2016-2017).

Outros pontos que merecem destaque:

1. Políticas equilibradas na definição das prioridades instrumentais nos editais institucionais.

2. Rápida inserção dos egressos no mercado de trabalho ou na continuidade da formação acadêmica em nível doutorado na UFG ou em outros programas no país.

3. Alta concorrência nos processos seletivos indicando uma grande demanda regional por qualificação, envolvendo candidatos oriundos de Instituições de ensino superior diversas Instituições do Estado (PUC–GO, UEG, IFTs, UFG-Catalão), da região Centro-Oeste (UnB, UFT, UFMS e UFMT), da região sudeste (USP, UFRJ, UFOP), da região sul (UEM, UEL) bem como das regiões norte e nordeste (UEMA, UFMA, IFMA, UNEB, UFPB).

4. Boa representatividade em comissões institucionais como por exemplo, nos Comitês Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica e em redes de pesquisa como o comitê gestor do INCT de Nanobiotecnologia.

5. Boa inserção em sociedades científicas (SBQ e ABQ), com representatividade na SBQ-Regional e nas divisões de áreas. Esse ponto pode ser considerado de grande importância, haja visto a organização do encontro da ABQ em 2015, a organização da SBQ de 2016 e a organização do ENQA (Encontro Nacional de Química Analítica) na cidade de Caldas Novas em 2018.

6. Participação em Comitês de Assessoramento do CNPq (CA´s). Há pelo menos dois docentes envolvidos nos CA´s que avaliam os editais de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica.

7. Presença de três docentes como editores de periódicos internacionais.




Texto: Mario Henrique Viana (Assessor de Imprensa da SBQ)








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