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Boletim Eletrônico Nº 1289

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11/10/2017



PPGQB UFAL é multidisciplinar desde a sua origem, foi protagonista em muitas áreas e tem papel transformador


Criado em 1993, Programa já titulou 410 egressos e teve 820 artigos publicados somente nos últimos três anos

Quando a professora Marília Goulart orientava os mestrandos da primeira turma do Programa de Pós-Graduação em Química e Biotecnologia da UFAL, a futura professora Monique Ângelo dava seus primeiros passos no mundo do ensino, no Colégio Santíssimo Sacramento, em Maceió. Era 1993, o PPGQB-UFAL havia sido fundado um ano antes por iniciativa da professora Marília, do professor Antônio Euzébio Goulart Santana e outros pioneiros. "Na época, a UFAL só tinha pós-graduação em Letras e em Física", lembra Marília, que também é vice-presidente da SBQ.

 
 Encontro de gerações: a professora Marília Goulart (esq) orientava seus primeiros mestrandos do PPGQB quando a professora Monique Ângelo iniciava seus estudos no ensino fundamental

Hoje Monique e Marília são colegas no Programa e no entusiasmo com que trabalham pela ciência. Monique leciona 19 h/aula por semana entre graduação e pós, e participa de dois grupos de pesquisa. Um em catálise e outro, o qual coordena na área de ensino de química e divulgação científica. "No início do programa havia mais estudantes como Monique, com verdadeiro amor pela ciência. Na minha percepção, hoje, na média, os alunos são mais acomodados, embora uma boa parte deles seja de altíssimo nível", reflete Marília.

Monique assumiu o posto de orientadora no PPGQB-UFAL em 2015, depois de completar mestrado e doutorado pela própria instituição (fez doutorado sanduiche na École Nationale de Chimie de Rennes (França). Já titulou mestre sua atual doutoranda (em catálise) e tem dedicado mais tempo ao grupo de ensino e divulgação científica. "O Instituto de Química e Bioquímica existe há mais de 40 anos e nunca tivemos uma linha de pesquisa neste sentido. Como 70% dos alunos estão matriculados em licenciatura, quero junto ao Instituto de Química oportunizar uma preparação melhor de nossos futuros professores de química", conta. Uma das iniciativas do grupo de pesquisa é a promoção do o evento "CientificaMente", que é uma atividade de extensão que proporciona a divulgação científica para alunos de educação básica de escolas de Alagoas. O cientificamente leva apresentações tanto de química, quanto física, biologia e astronomia com a exposição do planetário. "Já alcançamos aproximadamente seis mil estudantes com essa atividade."


 
 Alguns professores do PPGQB: No primeiro plano (da esquerda para direita): Adriana Ribeiro, Nivaldo Soares, Carmen Zanta, Simoni Plentz Meneghetti, Isis M. Figueiredo, Janaína H. Bortoluzzi, Marília Oliveira F. Goulart. No segundo plano (da esquerda para direita): Ana Catarina R. Leite, Mario Roberto Meneghetti, Daniela S. Anunciação, Antônio Euzébio Goulart Sant'Ana e Thiago M. de Aquino.

Marília montou seu primeiro grupo de pesquisa logo na fundação do Programa. "Foi um grupo de pesquisa em Química dos Produtos Naturais, que teve a participação fundamental dos professores Roberto Alves de Lima e Antônio Euzébio G. Santana. Hoje, este grupo está desdobrado em muitos outros, mas, sempre aderente à linha original de pesquisa", relata. Ela titulou aproximadamente 29 mestres e 30 doutores nestes anos. Hoje, coordena o grupo de estudos em Eletroquímica e Estresse Oxidativo. "Entre outros tópicos, estamos pesquisando a relação do estresse oxidativo com doenças gastrointestinais e pré-eclâmpsia, em modelos animais, a terapia antioxidante com extratos vegetais e o potencial da eletroquímica em Ciências da vida", explica.

A professora Marília chegou à UFAL em 1977 e resume assim sua trajetória: "O trabalho aqui é uma missão que eu gosto muito. Nós nunca desistimos. Foi tudo construído tijolo a tijolo, e hoje vemos o reflexo disso na formação de alunos e profissionais muito bons que vão dar continuidade ao nosso trabalho. Deixamos uma herança humana de alto valor."

Com conceito CAPES 4, a batalha atual do Programa – além, é claro da questão orçamentária – é para aumentar a internacionalização. "Temos parcerias estabelecidas com instituições na Inglaterra, França, Portugal, Espanha, México e Estados Unidos", conta o professor Josué Carinhanha Caldas Santos, coordenador do PPGQB. "Sempre estimulamos fortemente a participação de pesquisadores e alunos em projetos bilaterais e doutoramentos-sanduíche."


 
 Professor Jousé Carinhanha Caldas Santos e professora Ana Catarina Leite, coordenador e vice do PPGQB: estímulo continuado a intercâmbios internacionais

Leia entrevista concedida pelo professor Josué Carinhanha Caldas Santos, coordenador do PPGQB-UFAL ao Boletim SBQ: 1. Quando foi criado Programa de Pós-graduação em Química e Biotecnologia da Universidade Federal de Alagoas? Quais os cursos disponíveis? Como é o processo de seleção?

O Programa em Química e Biotecnologia (PPGQB) é o único Programa de Pós-graduação em Química do estado de Alagoas. Foi criado em 1992 inicialmente apenas com o curso de mestrado, e em 2000 foram iniciadas as atividades referentes ao curso de doutorado. Este ano, estamos comemorando 25 anos da criação do PPGQB. As atividades comemorativas serão realizadas concomitante ao III Simpósio Nordestino de Pós-Graduação em Química e Biotecnologia (https://simposioppgqb.wixsite.com/simposioppgqbufal) organizado pelo PPGQB e Secretaria Regional da SBQ-Alagoas.

O PPGQB conta com cursos em nível de mestrado e doutorado. As seleções ocorrem com periodicidade semestral. A seleção do mestrado é realizada a partir da aplicação de prova de conhecimentos específicos contendo 25 questões distribuídas entre Química Analítica, Química Orgânica, Química Inorgânica, Físico-Química e Bioquímica, onde o candidato deve selecionar o máximo de 10 questões para responder e análise do currículo vitae. A seleção de doutorado é realizada a partir da apresentação de um projeto de pesquisa para uma banca examinadora como etapa eliminatória, além da análise curricular.

2. Quantas vagas são abertas anualmente? Quantas são preenchidas? Quantos alunos existem hoje? Quantos foram formados até hoje?

Em média, o PPGQB abre 20 vagas anuais para o curso de mestrado e 15 vagas para o curso de doutorado, onde 100% das vagas são preenchidas. Tradicionalmente temos uma concorrência de 1:5 no mestrado e 1:4 no doutorado.

Atualmente o PPGQB conta com um total de 118 discentes, sendo 38 mestrandos e 80 doutorandos.

Desde a sua criação até o momento, o PPGQB titulou 410 egressos, sendo 280 mestres e 130 doutores. Neste ano, até setembro de 2017, já foram titulados 10 doutores e 13 mestres.

3. Qual a vocação da química da região? Quais as principais linhas de pesquisa em andamento?

A vocação química do Estado de Alagoas é voltada principalmente para a indústria (química, plástico, açúcar e álcool, cimento, fertilizantes, biomassa e alimentícia), agricultura, onde o estado é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do país, além da extração de sal-gema, gás natural e petróleo. Apesar de um setor produtivo diversificado e propício para a inserção dos egressos do PPGQB, ainda é reduzida a absorção dos mestres e doutores formandos pela indústria. Contudo, esforços recentes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) tentam viabilizar editais entre o setor produtivo e industrial com os Programas de Pós-graduação de Alagoas, para tentar impulsionar a colaboração mútua, formação de recursos humanos e sobretudo, inserção do profissional diretamente no mercado de trabalho.

O PPGQB apresenta formação nas quatro áreas de concentração tradicionais da Química (Química Orgânica, Química Analítica, Química Inorgânica e Físico-Química), além de Bioquímica e Biotecnologia e Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora em áreas estratégicas em Química e Biotecnologia. Nossas linhas de pesquisa se caracterizam por serem multidisciplinares, envolvendo mais de uma área de concentração. Destacamos como principais linhas de pesquisa do PPGQB: (1) Química biológica e medicinal, (2) Química de materiais e nanoestruturas, (3) Química e (bio)energia, (4) Química (bio)analítica e ambiental, (5) Eletroquímica e interfaces, (6) Catálise molecular e de superfície, (7) Síntese orgânica, fitoquímica e ecologia química e (8) Empreendedorismo e inovação em química e biotecnologia.

4. Quantas publicações foram geradas até hoje? Quantas publicações nos últimos 12 meses? E patentes?

Os docentes e discentes do PPGQB publicaram dentro do interstício de 2014-2017 cerca de 820 artigos completos em periódicos de circulação internacional e nacional.

No momento não está disponível o quantitativo de publicações anteriores a 2004. Em 2016 foram publicados 92 artigos, e até o momento já temos cerca de 70 publicações em 2017, para um total de 25 docentes permanentes credenciados ao Programa.

No último quadriênio foram publicados 24 livros ou capítulos de livros e depositadas 21 patentes envolvendo docentes e discentes do PPGQB. Os docentes do PPGQB respondem por cerca de 60% de todos os depósitos de patentes já realizados pela UFAL, seja no Brasil ou no Exterior. Esta produção elevou o NIT da UFAL à condição de 21a. posição nacional dentre as instituições (e 12a. entre as universidades) com maior número de depósitos no INPI no ano de 2015.

5. Quais os pontos fortes do Programa?

O PPGQB é Programa que apresenta características multidisciplinares, formando recursos humanos em nível de M e D com expertises na fronteira desde ciência básica em Química e Bioquímica, bem como em áreas aplicadas e de cunho tecnológica como Biotecnologia. No atual regulamento do PPGQB temos uma avaliação e um acompanhamento contínuos dos discentes e docentes do Programa, permitindo adotar medidas importantes que venham a auxiliá-los no processo de orientação e na realização de suas atividades de ensino e pesquisa. A partir de 2015 o (re)credenciamento dos docentes junto ao Programa prima não só pela quantidade de produção científica, mas também pela qualidade, sendo adotados critérios como do Qualis da Capes para avaliação da produção cientifica dos docentes e discentes.

LINHAS de PESQUISA de FRONTEIRA e MULTIDISCIPLINARIDADE: as linhas de pesquisa do PPGQB são distribuídas nas seis áreas de concentração do Programa, contemplando temas de fronteira associados a Química, Física, Bioquímica, Biologia, Agronomia, entre outras, permitindo ao egresso do PPGQB uma formação diferenciada.

CORPO DOCENTE DIVERSIFICADO e INCLUSÃO de JOVENS DOCENTES: o corpo docente do PPGQB é bem qualificado e atualizado. Assim como a Química é considerada como ciência central, com forte interação com áreas afins, nosso Programa conta com docentes com formação em diversas áreas como Farmácia, Biologia, Engenharias, Materiais e Bioquímica. Essa particularidade do nosso curso, apenas de ter um número pequeno de docentes permanentes (25 em 2017), reflete-se na ampla diversificação de nossa produção científica e de inovação. Curiosamente 84% dos docentes do PPGQB foram formados em outros Programas, diversificando a rede de colaborações. Neste âmbito uma série de colaborações estão ativas no Brasil e com pesquisadores dos EUA, Inglaterra, França, Portugal, Espanha, México, entre outros. Por fim, estimulamos o ingresso dos jovens docentes permanentes, pois entendemos como aspecto altamente favorável, visto que os mesmos já passaram a contribuir para o crescimento do Programa.

CORPO DISCENTE: o PPGQB conta com uma diversidade de discentes provenientes de outros cursos de graduação (não só da Química), como graduados em Engenharia Química, Biologia, Farmácia, Nutrição, Agronomia, Engenharia Civil e Enfermagem comumente fazem parte de nosso corpo discente, além de professores da rede pública de ensino médio estadual, cuja formação certamente contribuirá para a melhoria de ensino público regional. Além disso, profissionais da rede privada também buscam no Programa, além de especialização, o desenvolvimento de projetos que enfoquem a resolução de problemas locais e aplicados.

INOVAÇÃO TECNOLOGICA: a inovação tecnológica é uma constante no grupo que compõe o PPGQB, seja do ponto de vista da geração de negócios inovadores a partir de conhecimento gerado nas atividades de pesquisa, seja focado na intermediação e promoção destes negócios. Cite-se aqui a geração da empresa de base tecnológica, Interacta Química Ltda (http://www.interactaquimica.com.br), empresa devotada à fabricação e comercialização de agentes químicos da relação inseto-inseto ou inseto-planta (particularmente feromônios). O ambiente de empreendedorismo tecnológico fomentou que vários docentes do PPGQB, junto com discentes do Programa, se envolvessem na geração de patente (entre 2013-2016, foram 21 patentes depositados junto ao INPI), sendo o PPGQB protagonista em termos da inclusão da área de concentração em inovação tecnológica. A UFAL foi a universidade pioneira das regiões Norte e Nordeste a fazer um pregão de tecnologia com base numa patente concedida nos EUA em 2015, originada de trabalhos do PPGQB, abordando um tema de importância na saúde pública (Composição farmacêutica para tratamento de infecções HPV utilizando extratos de barbatimão, US9023405 B2/WO 2012000070 A1).

INFRAESTRUTURA: em termos de infraestrutura de equipamentos e espaço físico, o PPGQB tem um excelente parque de equipamentos e recentemente, através de recursos da UFAL e CT-Infra está em fase de conclusão um prédio de 1000 m2 exclusivo para pesquisa está sendo finalizado e será entregue em 2019.
6. Quais os principais desafios enfrentados atualmente?

A ampliação do espaço físico para desenvolvimento das atividades de pesquisa ainda constitui um limitante do Programa, contudo em breve com a conclusão de um prédio (UFAL/CT-Infra) exclusivo para pesquisa propiciará mais espaço e ampliação da capacidade produtiva do PPGQB. Contudo, ainda precisamos melhorar os espaços destinados aos estudantes do Programa, principalmente para reuniões e salas de estudo.

Políticas mais efetivas quanto a manutenção de equipamentos multiusuários ainda precisa ser melhor estabelecida, apesar do apoio institucional recebido e de edital recente da FAPEAL exclusivo para esta finalidade.

Por fim, o programa busca aumentar a grau de internacionalização por meio de parcerias, estimulando projetos bilaterais e pós-doutorado pelos docentes. Nos últimos anos o programa de Pesquisador Visitante/CNPq e programa PDSE/Capes permitiu a vinda de diversos pesquisadores estrangeiros, principalmente da França, Inglaterra e Portugal, assim como, o envio de discentes para doutoramento sanduíche e cotutela. Também destacamos que ações de colaboração dentro do Brasil são consideradas muito importantes e o PPGQB luta por mais iniciativas como estas.

7. Qual o destino dos egressos?

Com as habilidades adquiridas durante sua formação no PPGQB, os egressos estão aptos a atuarem em centros de pesquisa e ensino, empresas de cunho científico-tecnológico, bem como em órgãos públicos de fomento à pesquisa. De fato, cerca de 95% dos egressos dos cursos do PPGQB (M e D) já atuam como professores/pesquisadores em diversas Universidades e Institutos Federais do país (UnB, Cesmac, Uninassau, Unit, IFAL, entre outros), além de empresas do ramo petroquímico, sucroalcooleiro e de biotecnologia.

8. Os alunos e orientadores costumam participar de eventos regionais ou nacionais científicos, da SBQ por exemplo?

O nosso programa possui uma estreita relação com a SBQ e na participação de eventos pelos docentes e discentes organizados pela nossa sociedade, além de uma Secretaria Regional atuante.

Entre os docentes destacamos a participação da Profa. Marília Oliveira Fonseca Goulart, atual vice-presidente, Prof. Josué Carinhanha Caldas Santos como tesoureiro da divisão de Química Analítica, Profa. Carmem Lucia Zanta como vice-diretora da divisão de Eletroquímica e Eletroanalítica.

Em 2015, a Profa. Isis Martins Figueiredo atual secretária regional da SBQ-Alagoas, organizou, com a contribuição do PPGQB, o VI Encontro da SBQ Nordeste tendo cerca de 500 participantes e contando com a participação do Prof. Aldo Zarbin (UFPR), Prof. Adriano Andricopulo (UFSCar), Prof. Silvio Cunha (UFBA), Prof. Jaílson Bitencourt de Andrade (UFBA), Prof. Ângelo de Fátima (UFMG), Prof. André Galembeck (CETENE), dentre outras valorosas contribuições. Vale destacar que houve resgate dos eventos regionais do Nordeste, com publicação de artigo recente na RVq (doi: 10.21577/1984-6835.20170102), com a contribuição do nosso programa.

Por fim, a nossa participação discente é marcante nos eventos organizados pela SBQ, onde obtivemos no último quadriênio oito pôsteres premiados considerado as RA da SBQ e a SBQ Nordeste. Além disto, contamos com a participação de dois discentes do Programa de Pós-graduação em sessão oral no 46º Congresso da IUPAC (São Paulo, 2017) e da apresentação da Profa. Marília Goulart na sessão de Química Medicinal e Química Biológica.

10. Fique à vontade para qualquer comentário que julgar pertinente.

A dualidade impacto social – excelência na formação de recursos humanos através da pesquisa de qualidade é meta do PPGQB. Os índices crescentes de quantidade-qualidade na produção científico-tecnológica e de recursos humanos, acompanhados por uma avaliação criteriosa por órgãos do governo (tal como, Capes) têm provocado o Programa e melhorar seus próprios índices, em que para tanto, tem exigido de seus docentes, discentes e técnicos um maior comprometimento, constante e crescente para atingir a desejada meta.

A adoção de critérios coerentes de credenciamento de docentes e seleção de discentes foram uma das principais ações do PPGQB para sua consolidação, em conjunto com o fomento de produção científica de qualidade associada ao corpo discente. Como exemplo dessas ações, podemos citar a realização de seminários periódicos com docentes e discentes sobre o contexto do PPGQB no quadro de Pós-Graduação na Região Nordeste, bem como em nível Nacional. Um fruto importante dessas ações que ultrapassaram as fronteiras do nosso Programa é o Simpósio Nordestino de Pós-Graduação em Química e Biotecnologia, atualmente já na 3ª edição. Este evento vem se consolidando, onde buscamos discutir a realidade da pós-graduação no Nordeste e no Brasil, na presença de pesquisadores envolvidos com as políticas de pós-graduação, além de apresentação de palestras científicas com pesquisadores renomados, jovens pesquisadores e estudantes de pós-graduação. Tudo isso gerando a atmosfera ideal para discussão e evolução da pós-graduação no Brasil, na região e em nosso Programa.

O PPGQB possui caráter protagonista no estado de Alagoas, onde alguns de seus docentes foram responsáveis pela criação da FAPEAL. Nossa agência, tem estado na contramão das políticas de redução de recursos para Pesquisa, e nos últimos anos, ocorreu o lançamento de vários editais para atender a diferentes demandas, como: bolsas para M e D, organização de eventos científicos, participação em eventos científicos, apoio a pesquisa, manutenção e instalação de equipamentos multiusuários, programa de apoio a excelência acadêmica, apoio à editoração e publicação de periódicos científicos, chamada PPSUS, editais de colaboração internacional, entre outros. O que mostra a importância de uma gestão alinhada às necessidades dos Programas do Estado.

Os docentes do PPGQB participam ativamente de comissões, comitês e consultoria pela CAPES, CNPq, FINEP, diferentes agências de fomento, além do CTNBio. Além, da participação em editoria ou membro de corpo editorial de periódicos como Journal of the Brazilian Chemical Society, Journal of Electroanalytical Chemistry, Air, Soil and Water Research, Locus - O Ambiente da Inovação Brasileira, entre outros.

Cinco artigos relevantes:

"Reactive oxygen species release, alkylating ability, and DNA interactions of a pterocarpanquinone: a test case for electrochemistry", T.L. Silva, F.R. Ferreira, C.C. de Vasconcelos, R.C. da Silva, D.J.P. Lima, P.R.R. Costa, C.D. Netto, M.O.F. Goulart, Chem Electro Chem 2016 , 3, 2252-2263.

"New mechanistic approaches for fatty acid methyl ester production reactions in the presence of Sn(IV) catalysts", R.S. Nunes, F.M. Altino, M.R. Meneghetti, S.M.P. Meneghetti, Catalysis Today 2017 , 289, 121-126.

"Semiochemicals released from five bacteria identified from animal wounds infested by primary screwworms and their effects on fly behavioral activity", J.J. Zhu, M.F. Chaudhury, L.M. Durso, A. Sagel, S.R.Skoda, N.S. Jelvez-Serra, E.G. Santana, Plos One 2017 , 12, 1-14.

"A magenta polypyrrole derivatised with Methyl Red azo dye: synthesis and spectroelectrochemical characterisation", A.K.A. Almeida, J.M.M. Dias, D.P. Santos, F.A.R. Nogueira, M. Navarro, J. Tonholo, D.J.P. Lima, A.S. Ribeiro, Electrochimica Acta 2017 , 240, 239-249.

"Interactions of tetracyclines with ovalbumin, the main allergen protein from egg white: spectroscopic and electrophoretic studies", M.D.A. Dantas, H.A. Tenório, T.I.B. Lopes, H.J.V. Pereira, A.J. Marsaioli, I.M. Figueiredo, J.C.C. Santos, International Journal of Biological Macromolecules 2017 , 102, 505-514.

Prêmios recentes

O PPGQB obteve 39 prêmios entre excelência acadêmica, melhor trabalho ou pôster em eventos regionais, nacionais e internacionais no último quadriênio, com destaque para premiações na SBQ Nordeste e nas RA da SQB. Além destes, destacamos:

(1) Marília Oliveira Fonseca Goulart (2015): nomeação como membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

(2) Josealdo Tonholo e, Marília Oliveira Fonseca Goulart, Antônio Euzébio Goulart Santana, Simoni Meneghetti (2015): Comenda do mérito 25 anos da FAPEAL

(3) Thiago Mendonça de Aquino (2015): prêmio de inovação tecnológica Prof. Delby Fernandes Medeiros pela UFPB.

(4) Josué Carinhanha Caldas Santos (2016): Top reviewer by Journal of the Brazilian Chemical Society.

(5) Marília Oliveira Fonseca Goulart (2013). Professor homenageado em Eletroquímica pelo XIX SIBEE.

Home page: http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/iqb/pt-br/pos-graduacao/pos-graduacao-em-quimica-e-biotecnologia


Texto: Mario Henrique Viana (Assessor de Imprensa da SBQ)








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