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29/11/2018



42ª RA: Graciela Arbilla e a Química no Antropoceno


Pesquisadora da UFRJ é especializada em camada de ozônio, gases de efeito estufa e poluição do ar

Na semana passada, a Organização Meteorológica Mundial (ONU) divulgou dados informando que as concentrações na atmosfera de CO2, CH4 (metano) e N2O (óxido nitroso), três gases causadores do efeito estufa, voltaram a aumentar no ano passado, estabelecendo novos recordes em escala global. A concentração de CO2 na atmosfera, por exemplo, atingiu 405,5 partes por milhão (ppm) em 2017. No ano anterior, o valor era de 403,3 ppm e em 2015, de 400,1 ppm.

Os gases de efeito estufa – e a poluição do ar em geral – são preocupações da professora Graciela Arbilla (UFRJ), que aceitou o convite da Divisão de Química Ambiental para dar uma conferência na 42ª Reunião Anual da SBQ, de 27 a 30 de maio de 2019, em Joinville (SC), sobre a Química no Antropoceno – conceito desenvolvido pelo químico holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1995. "Vivemos no Antropoceno, um novo tempo na história da Terra, na qual a influência do homem é tão grande que se converte em uma força geológica", explica a professora Graciela. "E quase todos os parâmetros que caracterizam o Antropoceno estão no campo da química ambiental: o aumento dos gases de efeito estufa, a diminuição da camada de ozônio e o aparecimento dos tecnofósseis, que são resíduos de plásticos, cimento ou um dos 200 minerais criados pelo homem."

Professora Graciela Arbilla (UFRJ): "Vivemos no Antropoceno, um novo tempo na história da Terra, na qual a influência do homem é tão grande que se converte em uma força geológica. E quase todos os parâmetros que caracterizam o Antropoceno estão no campo da química ambiental."

Graciela coordena o Grupo de Cinética Aplicada à Química Atmosférica e Poluição do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde 1 pós-doc, 2 doutorandos, 4 mestrandos e 2 alunos de iniciação científica estudam os processos que determinam a qualidade do ar de ambientes urbanos, a interação da Mata Atlântica e dos espaços verdes urbanos com a cidade e o impacto do uso de combustíveis derivados do petróleo e biocombustíveis.

Na Floresta da Tijuca, o grupo monitora a presença de CO2, metano N2O e compostos orgânicos voláteis. "Queremos entender o impacto da cidade na mata e vice-versa, então na verdade medimos os gases dentro e fora da floresta, para saber em que medida ela absorve os poluentes e purifica o ar", conta a professora.

Graciela nasceu na Patagônia argentina, foi criada em uma área rural e sempre foi apaixonada pela natureza. Foi alfabetizada em casa aos 4 anos, entrou na escola aos 7 e dez anos depois chegava a Córdoba onde graduou-se e obteve seu doutorado em cinética química e transferência de energia. Em 1990 veio para o Rio de Janeiro por uma bolsa da Faperj, fez concurso para a UFRJ e ficou no Brasil. Desde então titulou mais de 30 mestres e doutores. Graciela foi Cientista do Estado de Rio de Janeiro e Destaque Acadêmico do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ. Em 2016 recebeu a medalha Athos da Silveira Ramos, do Instituto de Química da UFRJ.

Cinco artigos relevantes

“Antropoceno: Os desafios de um Novo Mundo”, C.M. Silva, G. Arbilla, Revista Virtual de Química 2018 (on line).

“Polycyclic aromatic hydrocarbons patterns in the city of Rio de Janeiro”, R.L. Oliveira, D.J. Custodio, C.R. de Rainho, E. Morais, I. Felzenswalb, S.M. Correa, D.A. Azevedo, G. Arbilla,  Air Quality, Atmosphere and Health 2018, 11, 581-590.

“Main Greenhouse Gases levels in the largest secondary urban forest in the world”, C.M. Silva, L.L. da Silva, T. de Carvalho e Souza, T. Dantas, S.M. Correa, G. Arbilla, Atmospheric Pollution Research 2018 (on line).

“Rate coefficients for the reaction of OH radicals with cis-3-hexene: an experimental-theoretical study”, T. Barbosa, S. Peirone, J.A. Barrera, J.P. A. Abrate, S. Lane, G. Arbilla, G.F. Bauerfeldt, PCCP. Physical Chemistry Chemical Physics 2015, 17, 8714-8722.

“Avaliação da eficiência do Método TO-15 para a determinação de compostos orgânicos voláteis em condições típicas de ambiente urbano”, C.M. Silva, L.L. da Silva, S.M. Correa, G. Arbilla, Química Nova 2016, 39, 1245-1253.


Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)








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