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11/04/2019



42ª RA: Simpósio debate o papel das lideranças femininas


No evento, serão lançados o Núcleo Mulheres SBQ e o Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani

No futuro, 2019 poderá ser lembrado como o ano das mulheres na SBQ. A trajetória recente da Sociedade, de fomentar cada vez mais o debate sobre a participação da mulher na ciência, chega a um marco na 42ª Reunião Anual da SBQ (de 27 a 30 de maio, em Joinville), quando será oficialmente lançado o Núcleo Mulheres SBQ, e entregue o Prêmio Vanderlan da Silva Bolzani. Os lançamentos serão feitos no Simpósio Multiplicando Referências Femininas, coordenado pelas professoras Rossimiriam Freitas (UFMG), Elisa Orth (UFPR) e Vanderlan Bolzani (Unesp).

"É um momento muito importante na trajetória da SBQ", afirma a professora Elisa. "O Núcleo, o Prêmio e o Simpósio representam um debate fundamental no meio científico, algo que a SBQ encampou fortemente, tanto que durante o Simpósio, não ocorrerá nenhuma atividade paralela na RASBQ", explica. Ela destaca que na RA de 2017, o workshop dirigido à questão das mulheres foi um dos pontos altos do evento, com lotação esgotada. "Tenho certeza de que este ano será ainda mais impactante."

Professoras Elisa Orth (UFPR), tesoureira-adjunta, na foto com Rossimiriam Freitas (UFMG), vice-presidente da SBQ: "Temos que mostrar que a ciência não tem gênero, e que existem mulheres aptas aos melhores cargos e função e fazendo pesquisa de qualidade."

O objetivo do simpósio é fomentar a multiplicação de referências femininas, através da apresentação de trajetórias de sucesso de mulheres que assumiram papeis de destaque em seu percurso profissional. Participarão as cientistas Alice Rangel de Paiva Abreu, professora emérita da UFRJ, que falará sobre como construir uma trajetória de sucesso, sob um olhar do gênero, Nadya Pesce da Silveira (UFRGS), que falará sobre o feminino nas emergências científicas, e Silmara das Neves, fundadora da empresa IQX-Inove Qualyx, que falará sobre a influência do gênero na transição da academia para a atividade industrial.

"Convidamos mulheres que obtiveram sucesso em suas carreiras em diferentes áreas, com o objetivo de que elas possam inspirar as nossas sócias", conta Elisa Orth. "Temos que mostrar que a ciência não tem gênero, e que existem mulheres aptas aos melhores cargos e função e fazendo pesquisa de qualidade."

Alice é socióloga, e dirigiu o programa internacional de gênero, ciência e desenvolvimento sustentável, GenderInSITE, até dezembro de 2017. Sua carreira acadêmica esteve sempre ligada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS, UFRJ. Foi Vice Presidenta do CNPq de 1999 a 2002 e Diretora do Escritório de Educação, Ciência e Tecnologia da Organização dos Estados Americanos, de 2003 a 2006.

"Hoje se reconhece claramente que não se trata de mudar as mulheres, e fazê-las aderir ao modelo dominante masculino, mas de processos mais estruturais de mudanças institucionais profundas", afirma a professora Alice. "Em muitos lugares do mundo se avançou muito em relação à participação da mulher na ciência, e o Brasil é um deles. No entanto, quando se olha as lideranças científicas nos mais altos escalões, as mulheres são ainda minoria."

Em sua opinião, o debate sobre mulher e ciência evoluiu. "Hoje existe um consenso de que é necessário utilizar a totalidade das competências de um país, incluindo, portanto, as mulheres, e de que mais mulheres na ciência leva a uma melhor ciência", declara. "A complexidade dos desafios científicos atuais exige uma ciência mais interdisciplinar e colaborativa, e garantir uma equidade de gênero em todo o sistema, e não apenas nos estágios iniciais, é fundamental."

Nadya é professora titular do Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química da UFRGS, atuando principalmente na Química Geral. É membro da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) desde 1995. Foi Diretora Científica e Diretora Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). É membro do Comitê Científico do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron. Atualmente é Diretora do Instituto de Química da UFRGS.

Silmara fundou em 2011, em sociedade com uma colega, a IQX-Inove Qualyx, uma empresa de base tecnológica da área de química que desenvolve, produz e comercializa aditivos. "É uma empresa cuja concepção está na inovação tecnológica. Sendo assim, suas principais atividades estão sempre atreladas à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A nossa política de P&D&I prevê a constante identificação das demandas de mercado (nichos de atuação), passa pela geração de conhecimentos e informações técnicas, desenvolvimento e adaptação de tecnologias, geração de materiais a serem validados, dando origem, finalmente, a produtos e processos acabados inovadores, sustentáveis e com maior valor agregado", descreve.

"Em minha palestra pretendo compartilhar um pouco da experiência adquirida no processo de constituição de uma empresa e transição do meio acadêmico para o trabalho em ambiente industrial. Abordarei a influência de gênero nesta trajetória, convidando a uma reflexão", conta a professora e empresária.

O Simpósio será encerrado com a entrega do prêmio Vanderlan da Silva Bolzani a duas mulheres muito importantes para a Química Brasileira e/ou SBQ, já indicadas pela Diretoria e Conselho da Sociedade, e cujos nomes serão conhecidos durante a sessão de premiação.

Mais informações sobre o Simpósio Multiplicando Referências Femininas: http://www.sbq.org.br/42ra/pagina/simposio.php


Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)








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