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Boletim Eletrônico Nº 1393

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12/12/2019



Núcleo Mulheres SBQ quer saber o que as pesquisadoras estão fazendo


Espaço no portal publica perfis e ações com o objetivo de inspirar outras mulheres na química

A partir desta semana o Núcleo de Mulheres SBQ começa a publicar quinzenalmente a seção "Onde Elas estão", neste Boletim Eletrônico: são perfis de pesquisadoras da química espalhadas pelo Brasil. A iniciativa é uma das ações do Núcleo, que tem o objetivo de destacar a grande contribuição feminina no cenário da química no país, estimular o debate e diminuir a desigualdade de gênero na área, em todos os níveis, além de contribuir para a formação de lideranças femininas.

Nessa edição, é apresentada a professora Camila Silveira, da UFPR (leia abaixo).

"Queremos chamar atenção para mulheres associadas que estão pesquisando país afora, e que têm impacto na sociedade", explica a professora Rossimiriam Freitas (UFMG), vice-presidente da SBQ, e uma das atuais coordenadoras do Núcleo Mulheres. "A ideia é não só apresentar pesquisadoras que já são conhecidas do grande público, mas também as que pouco aparecem, mas são exemplos inspiradores de atuação", completa.

"Percebemos que conhecemos poucas mulheres cientistas no Brasil, apesar de termos muitas. O problema é que não nos conhecemos e esse espaço será para isso, para divulgar mulheres atuantes no Brasil. Isso envolve mulheres em todos os níveis de carreira e das mais diferentes regiões do Brasil" afirma a Professora Elisa Orth, também coordenadora do Núcleo na atual gestão.

Os perfis ficarão armazenados na página do Núcleo Mulheres no site da SBQ, na seção "Perfis Femininos". Na seção "Ações e Dados", serão compiladas todas as ações ligadas a questões de gênero realizadas pelas pesquisadoras sócias da SBQ em suas universidades, com seus grupos de pesquisa, premiações e outras informações importantes.

"Queremos que todas as associadas nos mandem informações, nos contem o que estão fazendo. Isso vai repercutir como incentivo a todas as mulheres na ciência, sobretudo as mais novas", declara Rossimiriam. O canal para essa troca de informações é o e-mail disponível na página do Núcleo.

"Para manter a página atrativa e vibrante será essencial que nossas associadas se mobilizem para nos enviar notícias. Muitas vezes as mulheres trabalham demais e mostram pouco o que fazem. Isso tem que mudar e essa é uma das funções do Núcleo" afirma Elisa.

No site há também a aba "Políticas Afirmativas", que compila leis, portarias e regulações pertinentes ao trabalho da mulher cientista. A página resgata também o histórico sobre todas as químicas que contribuíram, ao longo dos 42 anos de existência da Sociedade, para sua construção e fortalecimento, atuando na diretoria e nos conselhos, nas divisões científicas, nas editorias das revistas e nas secretarias regionais. "São muitas, e nem sempre tiveram o justo reconhecimento", observa Rossimiriam.

Para a 43ª Reunião Anual da SBQ, que será realizada de 26 a 29 de maio em Maceió, o Núcleo Mulheres SBQ terá uma sessão temática com a presença de mulheres que apresentem propostas de soluções para os diversos indicadores da desigualdade. "O problema já foi apresentado em eventos anteriores. Agora vamos focar em soluções", pontua Rossimiriam.

Página do Núcleo de Mulheres SBQ: http://www.sbq.org.br/pagina/nucleo-mulheres

Coluna "Onde elas estão?"

Uma iniciativa do Núcleo de Mulheres SBQ

Onde estão as mulheres cientistas no Brasil? Essa pergunta é frequente e sim, precisamos nos conhecer mais e promover maior divulgação das cientistas brasileiras que temos. Assim, o Núcleo de Mulheres da SBQ criou a "Onde elas estão?", uma coluna quinzenal no Boletim da SBQ. O objetivo é criar um espaço de destaque onde apresente uma mulher cientista, sócia da SBQ, no formato "bate e volta" (sucinto). Esperamos criar um portfólio de vários perfis das cientistas brasileiras.

Conheça a Camila Silveira, professora e pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná. Licenciada em Química pela Unesp de Araraquara, Mestre e Doutora em Educação para a Ciência pela Unesp de Bauru, ela atua no Ensino de Química, trabalhando com Divulgação Científica, Mulheres nas Ciências, Formação de Professores, Ciência e Arte.

Nome: Camila Silveira da Silva
Idade: 36 anos
Quanto tempo que é professora/cientista contratada na universidade: 6 anos
Onde faz ciência: UFPR – Departamento de Química – EDUQUIM (Núcleo de Educação Química)
Um(a) cientista: Bertha Lutz
Uma molécula/reação: Serotonina
Maior conquista na carreira até o momento: A formação de minhas/meus estudantes é minha maior conquista, sempre! É o que dá sentido à minha profissão.
Maior desafio na carreira: A falta de incentivo financeiro para os projetos na Área de Ensino de Química, Divulgação Científica e Estudos de Gênero.
Onde quer chegar: em mundo acadêmico e científico com equidade de gênero, justiça social, apoio financeiro e valorização da profissão.
O que não pode faltar no laboratório: motivação, colaboração, inspiração e paixão pelo trabalho!
Congresso que mais frequenta: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química
Nas horas vagas...: estou lendo poesia, ouvindo canções, visitando museus, curtindo os amores e amizades.
Uma leitura recomendada (artigo/livro ou afim): "A mulher na sociedade de classes: mito e realidade", Heleieth Saffioti.
Relação com a SBQ: Participo das Reuniões Anuais desde 2003, e fui integrante da Comissão dos 40 anos da SBQ.
Uma frase: "Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo", Paulo Freire.




A Química é uma Ciência com grande potencial de transformação social e deve ser (e será!) um lugar de mulher!


Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)








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