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14/05/2020



Em Ribeirão, linhas de pesquisa miram reposicionamento de fármacos e metabolômica ligada ao SarsCov2


NPPNS estabeleceu colaborações dentro e fora do Brasil para conhecer mais sobre o novo coronavírus e a covid-19

Desde os primeiros casos de infecções do SARS-Cov-2 na cidade de Ribeirão Preto Pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Produtos Naturais e Sintéticos (NPPNS) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP têm se organizado para auxiliar nas investigações sobre reposicionamento de fármacos, diagnósticos e análise do metabolismo.

O Professor Norberto Peporine Lopes (presidente da SBQ) vem coordenando essas ações dentro do NPPNS e destaca os principais resultados alcançados até o momento. "De forma prática o melhor resultado que alcançamos foi a ação in vitro de um antiretroviral sobre o SARS-CoV-2, contudo os resultados de metabolômica estão sendo muito significativos e a tentativa de criar um modelo de diagnóstico, sem dúvida alguma será um de nossos maiores desafios."

Lucas Maciel, Pâmela Rodrigues e Rodrigo Moreira, alunos do NPPNS, trabalham em conjunto com a Faculdade de Medicina em estudos de metabolômica.


Leandro Bozzini, Giuliano C. Clososki e Valter E. Murie, focados no reposicionamento de fármaco


Professor Norberto Peporine Lopes (presidente da SBQ), que coordena as linhas de pesquisa de combate ao covid-19 na FCFRP-USP


O trabalho de reposicionamento de fármacos – isto é, testar fármacos existentes e eficazes no combate a outras doenças para o covid-19 – está sob a coordenação do Professor Giuliano Cesar Clososki, também do NPPNS, que trabalha em conjunto com o professor Luis Lamberti Pinto da Faculdade de Medicina da USP. "Iniciamos o processo de testagem de fármacos e um deles tem se mostrado mais promissor, ainda essa semana teremos a atividade confirmatória para enviar os resultados para publicação em periódico científico", explica Clososki. "Aqui no NPPNS nós sintetizamos as substâncias e a avaliação biológica é feita na Faculdade de Medicina. Estamos esperançosos que esse trabalho poderá contribuir para o desenvolvimento de tratamentos contra o covid-19, pois a estratégia de reposicionamento pode acelerar as avaliações clínicas."

Os estudos de metabolômica, também realizados em conjunto com a Faculdade de Medicina, em colaboração com o Professor Thiago Cunha, estão focados no entendimento do metabolismo dos mediadores do processo inflamatório. Entender esse mecanismo poderá ajudar a conhecer mais sobre a evolução da doença.

Nesse trabalho os colaboradores Lucas Maciel, Pâmela Rodrigues e Rodrigo Moreira têm se dedicado ao desenvolvimento de metodologias analíticas em espectrometria de massas e em colaboração com a universidade de San Diego conseguem até mesmo estudar o efeito da dieta no perfil metabolômicos dos pacientes infectados e não infectados. Nesse caso o objetivo é entender se existe uma maior ou menor disposição de indivíduos em contrair formas mais graves em virtude de sua alimentação.

"Além da metabolômica, estamos tentando desenvolver um novo modelo de diagnóstico baseado no sequenciamento das proteínas da parede do vírus associado. Buscamos fazer o reconhecimento dessas proteínas através de estratégias de Proteômica. No caso de sucesso essa assinatura poderia ser lida em equipamentos de espectrometria de massas com ionização por MALDI. Estou otimista, mas esse projeto será um grande desafio", afirma Peporine.


Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)








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