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22/10/2020



Prêmio Mulheres Brasileiras em Química destaca maior participação feminina na ciência


Pesquisadoras premiadas celebram crescimento da inclusão no país e no mundo, lembram edição histórica do Nobel em 2020, mas dizem que ainda há muito mais a conquistar

Na foto, a partir da esquerda: Denise Ferreira, Ana Flávia Nogueira, Sonia Maria Cabral de Menezes, Paola Azevedo Mello, Bibiana Campos-Seijo e Alexa Dembek

As mulheres estão ocupando cada vez mais o seu espaço na pesquisa científica no Brasil e no mundo, mas ainda é preciso lutar muito mais em defesa da inclusão e da diversidade. Foi desta forma que três pesquisadoras celebraram a conquista do Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas, entregue em cerimônia virtual ontem (15/10), pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês), em parceria com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

"Estamos vivenciando um momento muito importante para a ciência, por tudo o que está acontecendo no mundo neste ano de pandemia, e especialmente para as mulheres", disse o presidente da ACS, Luis Echegoyen. "Devemos celebrar a participação feminina na pesquisa, quando pela primeira vez na história duas mulheres receberam o prêmio Nobel numa única categoria, no caso, a de Química. Motivo de muito orgulho e reconhecimento para todas as nossas cientistas."

O prêmio foi entregue às professoras Ana Flávia Nogueira, da Unicamp (SP), pela liderança acadêmica; Paola Azevedo Mello, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), como líder emergente; e para a engenheira química Sonia Maria Cabral de Menezes, consultora sênior da Petrobras, pela liderança na indústria.

"Estamos reconhecendo a grande contribuição das mulheres na ciência e o crescimento da diversidade na pesquisa", afirmou Denise Ferreira, diretora para o Brasil da ACS Internacional. "Mas o caminho ainda é longo. O Nobel deste ano foi marcante, mas é preciso lembrar que de 1901 a 2019, entre 950 premiados, apenas 53 eram mulheres."

Para Paola Azevedo Mello, o prêmio é um incentivo às jovens pesquisadoras brasileiras. "Enfrentamos muitas dificuldades, e premiações como essa nos ajudam a superar obstáculos e a atrair mais mulheres para a ciência", disse.

Ana Flávia Nogueira afirmou que a participação feminina na pesquisa é cada vez mais reconhecida: "A mulher tem um olhar especial, principalmente para as transformações que estão afetando nosso mundo e as necessidades cada vez maiores na área de sustentabilidade".

Engenheira química, Sonia Menezes destacou o papel feminino no centro de pesquisas da Petrobras. "Este prêmio é uma homenagem a todas as químicas brasileiras e para servir de estímulo para que continuemos lutando por nosso espaço", disse.

A cerimônia contou ainda com a participação de Alexa Dembek, diretora-chefe de Tecnologia e Sustentabilidade da DuPont, apoiadora da premiação, e de Bibiana Campos-Seijo, editora-chefe do periódico de notícias semanais da ACS Chemical & Engineering News (C&EN) e vice-presidente do C&EN Media Group.

"As mulheres estão tendo um peso cada vez maior na ciência, não só pela diversidade, mas pela sua capacidade de inovação", disse a diretora-chefe da DuPont. "Hoje, vivemos num momento muito difícil, por tudo que está ocorrendo, e com isso temos enormes desafios e oportunidades. E as brilhantes cientistas estão contribuindo de forma decisiva para transformar este caos em algo produtivo para todos."

Sobre a ACS e seus parceiros

A American Chemical Society (ACS) é uma organização sem fins lucrativos, licenciada pelo Congresso dos EUA. A missão da ACS é promover o empreendimento químico mais amplo e seus profissionais para o benefício do planeta e de sua população. A Sociedade é líder global no fornecimento de acesso a informações e pesquisas relacionadas à química por meio de várias soluções de pesquisa, periódicos revisados por parceiros, conferências científicas, e-books e periódicos semanais de notícias sobre Química e Engenharia. Os periódicos da ACS estão entre os mais citados, mais confiáveis e mais lidos na literatura científica. Entretanto, a própria ACS não realiza pesquisas químicas. Como especialista em soluções de informação científica (incluindo SciFinder® e STN®), sua divisão CAS capacita pesquisa, descoberta e inovação global. Os escritórios principais da ACS estão em Washington, D.C. e Columbus, Ohio.


Fonte: Fernando Santos (ACS)








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