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03/12/2020



Após confirmar altos índices de urânio em poços artesianos profundos da Região Serrana do RJ, professor do Departamento de Química do CTC/PUC-Rio lança aplicativo e site para oferecer à população análise grátis da água


Moradores podem se cadastrar no aplicativo Poços da Serra ou no site pocosdaserra.com para receberem as instruções para coleta, envio e análise 100% gratuita da água

O projeto "Poços da Serra", liderado pelo Laboratório de Águas (LabAguas), do Departamento de Química (DQ), do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), com apoio do CNPq e da Faperj, encontrou taxas de urânio 30 vezes mais altas do que o normal em amostras de água de poços artesianos profundos de municípios da Região Serrana do RJ, como São José do Vale do Rio Preto, Petrópolis, Teresópolis e Magé, entre outros. Segundo os resultados obtidos, apenas os poços profundos (maiores do que 80m) apresentam esse problema (poços mais rasos e minas d´água não). Para conscientizar a população da necessidade da avaliação da extensão da contaminação, o laboratório desenvolveu, em parceria com o Departamento de Informática do CTC/PUC-Rio, o aplicativo para Android "Poços da Serra" e o site www.pocosdaserra.com. Por meio deles, quem tiver poço(s) acima de 80m, pode se cadastrar e solicitar ao LabAguas análises grátis da água. O laboratório irá enviar, sem nenhum custo, o material necessário e todas as instruções para coleta da água e envio das amostras à PUC-Rio.

Desde 2018, o LabAguas, coordenado pelo Prof. José Marcus Godoy, vem avaliando a radioatividade em águas subterrâneas dessa região e o estudo chegou a ser publicado Journal of the Brazilian Chemical Society (JBCS). A quantidade de urânio encontrada, foi de até 930 microgramas por litro d'água. O limite existente na legislação brasileira, que segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde, é de apenas 30 microgramas por litro d'água. "A causa é geológica: o urânio, presente nas rochas, se dissolve na água e, por ser um metal pesado, pode causar problemas no fígado", revela Godoy.


Fonte: Maria Estrella (Assessoria de Imprensa do Centro Técnico Científico da PUC-Rio - CTC/PUC-Rio)








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