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1/12/2011


Conferência USP de Nanotecnologia quer estimular diálogo da pesquisa com a sociedade


A certeza de que a nanotecnologia terá grande impacto em vários campos de atividade nos próximos anos leva pesquisadores brasileiros a enfatizar a necessidade de maior atenção do país para esse campo de conhecimento. Principal detentora de recursos humanos em uma área de fronteira, a universidade quer criar canais mais efetivos de comunicação para expandir o debate internamente e com o setor empresarial. Esse é o cenário da primeira Conferência USP de Nanotecnologia, que será realizada dias 6 e 7 de dezembro, na Cidade Universitária.

O esforço para acelerar a pesquisa em nanotecnologia é dirigido por algumas linhas centrais, explica o coordenador do encontro Henrique Eisi Toma, do IQ da USP. Supõe a articulação de disciplinas tradicionais, em particular a química, física, engenharia e ciências biomédicas. Esse objetivo foi beneficiado porque o encontro conta com a retaguarda do Núcleo de Apoio à Pesquisa de Nanotecnologia e Nanociências, NAP – NN, criado recentemente pela USP, que reúne 12 grupos de pesquisa e 30 pesquisadores, provenientes de diversas áreas, com atividades convergentes. Além disso, tem a participação da Agência USP de Inovação, responsável pela comunicação com setores empresariais. A Conferência terá um espaço reservado para a apresentação de projetos de pesquisa da universidade e a troca de experiências com profissionais das indústrias.

Entre as dificuldades enfrentadas hoje pelo país para expandir o número de aplicações da nanotecnologia está o perfil tradicional das empresas brasileiras e sua relação com a inovação, nota Henrique Toma. Por ser um campo novo, para o qual não há uma base de resultados consolidados, dirigentes das empresas não identificam o retorno imediato dos investimentos. O diálogo entre pesquisa e indústria, exige também, acrescenta, a presença no interior das empresas de um interlocutor com conhecimento sobre o potencial das pesquisas, o que é raro. "É difícil criar esse diálogo. O problema envolve educação, investimentos e cultura", observa.

Outro desafio, este colocado aos gestores das universidades, é inserir a nanotecnologia como conteúdo dos cursos de graduação, levando em conta sua característica multidisciplinar. "Não existe um plano de ação para ensino de nanotecnologia na graduação ou para a pós-graduação", analisa.

A Conferência apresentará também as principais linhas de pesquisa internacionais. Entre os doze palestrantes estão pesquisadores da Alemanha, Espanha, EUA,eHolanda. O programa conta sua abertura com a participação do representante do MCTI, Adalberto Fazzio, falando sobre a estratégia do governo brasileiro para nanotecnologia e nanociências. Veja aqui a programação completa do evento.


Fonte: Carlos Martins (Assessoria de Imprensa da SBQ)









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