Fosfoetanolamina não é eficiente contra o câncer em pessoas
Paulo Hoff, diretor geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), anunciou que o estudo em pessoas realizado pelo Instituto não comprovou a eficiência da fosfoetanolamina contra o câncer.
Dos 72 pacientes tratados com a substância, 59 já foram reavaliados e 58 não tiveram redução de pelo menos 30% no tamanho do tumor – essa taxa de redução é o critério para se considerar que houve resposta ao tratamento.
Um paciente, com melanoma (tipo de câncer de pele), melhorou. Veja trechos da entrevista com Paulo Hoff.
Critérios
Outro critério para considerar a substância válida é promover essa redução de 30% do tamanho do tumor em pelo menos 20% dos participantes do estudo.
Como o tratamento com fosfoetanolamina não teve os resultados mínimos exigidos, os médicos decidiram não incluir novos pacientes na pesquisa. Vinte pessoas continuam a receber a substância, seguindo o tempo de tratamento definido para esse teste clínico.
Inicialmente, a previsão era que o estudo envolveria 210 pessoas com 10 tipos diferentes de cânceres. Os testes foram acompanhados por uma comissão do professor Gilberto Chierice, químico que sugeriu o uso da fosfoetanolamina no combate a tumores.