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Vamos trocar experiências sobre IAG?
Querendo ou não, felizes ou indignados, estamos sentindo os impactos da AI, dos seus instrumentos e resultados nas nossas vidas. Professores discutem críticas mas também relatos de oportunidades abertas por essa nova tecnologia. No passado, muitos eventos mudaram profundamente as maneiras de ensinar e aprender. Assim foi com a invenção da escrita, da imprensa, a difusão dos textos escritos e da internet. Hoje, é a vez da IAG.
Os vários aplicativos existentes são uma inesgotável fonte de conteúdos, exercitam nossa competência para dialogar, formulando perguntas, dúvidas, objeções e questionando certezas. A palavra "chat" no nome do primeiro aplicativo acessível gratuito, lançado em fevereiro de 2023, indica ao usuário que ele pode encadear muitas perguntas, duvidar das respostas e verificar as evidências que sustentam qualquer uma delas. Quando confrontados, os aplicativos reconhecem erros ou fornecem argumentos adicionais, oferecendo possibilidades ilimitadas de treinamento na arte de fazer perguntas e mudando a dinâmica da aprendizagem: no lugar da exposição sistemática e organizada a conteúdos, o estudante poderá aprender resolvendo problemas.
Na aprendizagem de ciências, isso cria a possibilidade de realizar naturalmente o difícil casamento entre experiência e teoria, explorando a abundância de fatos e dados ao nosso dispor, e contribuindo para esse repertório.
O governo federal formulou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, com um investimento de 23 bilhões de reais em quatro anos. Esse plano poderá produzir grandes impactos, mas a comunidade acadêmica também pode e deve agir, criando um movimento" bottom up", de baixo para cima, de conhecimento de riscos e exploração de oportunidades criadas pela IAG.
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Fonte: Prof. Fernando Galembeck da UNICAMP, ex-presidente da SBQ (janeiro de 1981 a maio de 1982, junho de 1982 a maio de 1984)
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