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Boletim Eletrônico Nº 1681 - 29/01/2026




DESTAQUE

Avaliação quadrienal dos PPGQs: Química tem mais programas de excelência


Os programas de pós-graduação em Química tiveram no geral bons resultados na avaliação quadrienal 2021-2024, cujos resultados foram divulgados pela CAPES na semana passada. Os números ainda provisórios – pois a etapa de recursos vai até o final de fevereiro – indicam que a área de Química cresceu de 20 para 24 programas em nível de excelência (conceitos 6 e 7) e obteve nota 4 para diversos programas que tinham apenas mestrado, o que abre a possibilidade para a criação de cursos de doutorado nessas instituições. No total, são 76 programas de pós-graduação em Química.

"É um momento promissor, em que se abrem oportunidades de crescimento para a pós-graduação em Química no Brasil", afirma o professor Valdir Florêncio da Veiga Júnior (IME), coordenador da área de Química da CAPES. Ele explica que o resultado final da avaliação será publicado em junho, depois de julgados os recursos.

Em Juiz de Fora, o Programa de Pós-Graduação em Química, fundado como curso de mestrado em 2001, passou para o conceito 6, alcançando o nível de excelência. Na avaliação do coordenador do programa, professor Giovanni Amarante, o resultado é fruto de um trabalho que envolveu diversas coordenadorias, ao longo dos anos.

Discentes e docentes reunidos no III Workshop de auto-avaliação do PPGQ-UFJF: Alinhamento entre as diversas esferas institucionais é fundamental para o crescimento do Programa

"O conceito 6 para o PPGQ da UFJF representa mais oportunidades para discentes e docentes, e aumenta a responsabilidade de todos nós que integramos o programa", afirma Amarante.

No quadriênio avaliado, ele destaca algumas ações que tiveram forte impacto positivo no programa. Em primeiro lugar, o alinhamento do programa com o DQ, o Instituto de Ciências Exatas e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. "O alinhamento entre as diversas esferas institucionais é fundamental porque, para nos envolvermos com pesquisas na fronteira da química, precisamos de infra-estrutura, equipamentos de grande porte, manutenção regular desses equipamentos… E tudo isso é da esfera institucional", assinala o docente.

A reorganização da secretaria para melhor apoiar as atividades de pesquisa na parte de registros e normas também foi um fator decisivo para o resultado da avaliação quadrienal. "Um corpo docente qualificado e motivado, somado a uma secretaria eficiente e dinâmica dá muita segurança para o discente. Nos ajuda a atrair talentos e focar na boa pesquisa", afirma.

Em termos de publicações, o programa subiu de 75 % para 83% a porcentagem de artigos registrados nos dois principais estratos do qualis (A1 e A2).

O Prof. Amarante também destaca a proximidade com a área de Química da CAPES. "Participo regularmente das reuniões da área de química, estamos sempre presentes nas reuniões da SBQ, e anualmente convidamos a coordenação de área para vir a Juiz de Fora. Isso nos dá um bom respaldo da coordenação de área, e nos ajuda no processo de auto-avaliação."

Quanto ao futuro, a meta é a consolidação do conceito 6 na nova quadrienal, que traz as novidades no processo de avaliação da CAPES. Em linhas gerais as mudanças implementadas buscam olhar com mais atenção para o impacto dos programas de acordo com as suas características como a região em que se encontra, que tipo de profissionais busca formar, e seu estágio de desenvolvimento. Neste sentido, aquilo que cada programa estabelecer como sua missão será valorizado.

"Estamos muito atentos à nova ficha de avaliação, e também estamos fazendo nossa lição de casa com base nos pareceres dos avaliadores, no sentido de identificar pontos a serem melhorados", conclui Amarante.

O Programa de Pós-Graduação em Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP) subiu para o conceito 7, a nota máxima da CAPES. Na visão da coordenadora do programa, Professora Ana Paula Ramos, o conceito 7 é resultado dos esforços de todos que passaram pelo programa desde o início, em 1985.


Docentes e servidores do PPGQ-FFCLRP-USP: Valorização de ações extensionistas e tecnológicas com impacto direto na sociedade não-acadêmica

Nos últimos anos, ela destaca o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, sobretudo na auto-avaliação. "Quando a PRPG-USP instituiu a auto-avaliação, nos permitiu diagnosticar pontos diferenciais importantes. E percebemos que precisávamos relatar melhor nossas atividades com impacto direto na sociedade não-acadêmica", conta a docente. "Assim, o que até então era considerado um ponto fraco, tornou-se um ponto forte, porque temos inúmeras ações de impacto social, que simplesmente não vinham sendo bem comunicadas."

Ela se refere a ações extensionistas com a participação dos orientadores, como as oficinas de produção e análise de qualidade de vinhos e cervejas, a Olimpíada Regional de Química, e o tradicional Química na Praça, voltado à divulgação científica. E também à robusta produção tecnológica no quadriênio, evidenciada pelo depósito de 14 patentes e a abertura de três start-ups derivadas de pesquisas iniciadas no programa. No quadriênio avaliado, o corpo docente recebeu em torno de 80 distinções, prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior.


Texto: Mario Henrique Viana (Assessoria de Imprensa da SBQ)



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