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Boletim Eletrônico Nº 1691 - 16/04/2026




ONDE ELAS ESTÃO?

Coluna "Onde elas estão?" para o Boletim da Sociedade Brasileira de Química


Uma iniciativa do Núcleo Mulheres SBQ

Onde estão as mulheres cientistas no Brasil? Essa pergunta é frequente e sim, precisamos nos conhecer mais e promover maior divulgação das cientistas brasileiras que temos. Assim, o Núcleo Mulheres SBQ criou a "Onde elas estão?", uma coluna quinzenal no Boletim da SBQ. O objetivo é criar um espaço de destaque que apresente uma mulher cientista, sócia da SBQ, no formato "bate e volta" (sucinto). Esperamos criar um portfólio de vários perfis das cientistas brasileiras.

Conheça Márcia Veiga, professora e pesquisadora do Departamento de Química da FFCLRP, Universidade de São Paulo. Atua na área de Química Analítica, com ênfase em espectroanalítica, desenvolvendo métodos para determinação elementar e isotópica em amostras de interesse ambiental, forense e tecnológico, integrados a protocolos de extração e recuperação de elementos críticos. Também ministra a disciplina de Criminologia no núcleo de Química Forense de sua unidade e é coordenadora do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI). Sua atuação integra pesquisa, ensino e formação científica, com foco em soluções sustentáveis e no impacto da química na sociedade.


Nome: Márcia Andreia Mesquita Silva da Veiga

Idade: 56 anos

Quanto tempo que é professora/cientista contratada na universidade: 20 anos

Onde faz ciência: Laboratório de Química Analítica Instrumental e Aplicada (LQAIA), Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto

Um(a) cientista: Rachel Carson (ela simboliza a ciência com consciência social e ambiental)

Uma molécula/reação: Não é bem uma molécula ou uma reação, mas sim as transições eletrônicas que originam as linhas espectrais atômicas; a luz como identidade dos elementos.

Maior conquista na carreira até o momento: Formar pessoas e desenvolver soluções analíticas sustentáveis para desafios contemporâneos.

Maior desafio na carreira: conciliar a maternidade com a carreira científica, diante de desafios estruturais ainda presentes na academia.

Onde quer chegar: Inspirar pessoas pela Química Analítica, construindo uma trajetória ética com significado científico e humano.

O que não pode faltar no laboratório: responsabilidade, pois os resultados analíticos impactam diretamente a vida e a segurança das pessoas.

Congresso que mais frequenta: Encontro Nacional de Química Analítica (ENQA)

Nas horas vagas...: encontro equilíbrio na minha família (ampliada com meu neto), pets, natureza, livros, trabalhos manuais e filmes.

Uma leitura recomendada (artigo/livro ou afim): (máximo 15)
Quando deixamos de entender o mundo de Benjamin Labatut. Aborda a ciência, a incerteza e os limites humanos. O poder transformador da ciência, para o bem ou para o mal.

Relação com a SBQ: (máximo 15)
Vejo a SBQ como um espaço fundamental de união, diálogo e fortalecimento da comunidade química brasileira.

Uma frase: (máximo 20)
Mesmo dominando a ciência, é o cuidado com as pessoas que dá o verdadeiro sentido ao conhecimento.


Fonte: Núcleo Mulheres SBQ



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